Calamintha nepeda ou erva das azeitonas…

Posted: 18 de Julho de 2011 in Plantas aromáticas

Calamintha nepeda , nêveda, erva das azeitonas, erva de santa maria, Gajugensibug, de efeitos psicoactivos para os gatos que a comem..O que é a nêveda?

A nêveda é uma planta silvestre inglesa pertencente à grande família Labiatae, a mesma famíla das hortelãs e das urtigas. É devido ao cheiro mentolado que as suas folhas secas atraem os gatos. A maioria dos gatos sente-se satisfeita e intoxicada ao comer ou esfregar-se nas folhas da nêveda. Há um velho provérbio inglês sobre esta planta:
“Se lhe mexes os gatos comem-na, se a cultivas os gatos ignoram-na.”
Parece ser um facto que as plantas transplantadas são sempre destruídas pelos gatos, a não ser que sejam protegidas, mas eles nunca reparam nas plantas que cresceram a partir da semente, sendo apenas atraídos por elas se estas secarem ou murcharem, ou quando o cheiro peculiar da planta se solta ao mexerem-lhe.
História

Por volta de 1890 as mulheres dos índios Ojibwe já usavam a nêveda. Esta tinha o nome nativo de “Gajugensibug”, e dizia-se que era um bom chá para baixar febres e de sabor agradável.
Na França as folhas e os pequenos rebentos são usados como tempero, e a nêveda cultiva-se normalmente entre outras ervas de cozinha. Tanto na França como na Inglaterra tem reputação pelo seu valor medicinal. Miss Bardswell escreveu sobre a nêveda:
“Antes do uso do chá chinês, os nossos camponeses tinham o hábito de preparar chá de nêveda, o qual diziam ser muito agradável ao paladar e muito mais saudável. É estimulante. A raiz, quando mastigada, diz-se que torna feroz e rixosa mesmo a pessoa mais gentil, e existe uma lenda sobre um certo carrasco que não conseguia reunir coragem ao ponto de enforcar alguém antes de beber o chá. As ratazanas detestam a planta, e não se aproximam dela mesmo que estejam cheias de fome”.
Botânica

A nêveda é uma planta silvestre inglesa, pertencente à grande família Labiatae, a mesma famíla das hortelãs e das urtigas, e cresce normalmente na região central e do sul de Inglaterra, perto das cercas e margens dos campos, em terrenos destruídos ou abandonados. É menos comum no norte de Inglaterra, muito normal na Escócia, e rara na Irlanda, mas ocorre frequentemente por toda a Europa e na Ásia temperada, e é também comum na América do Norte.
A raiz é perene e dá caules quadrados, erectos e ramificados, de metro a metro e meio de altura, cheios de folhas e cobertos de uma penugem poeirenta. As folhas dentadas e em forma de coração também estão cobertas de uma penugem macia, especialmente nas partes de baixo, que ficam bastante brancas, de modo que toda a planta tem uma aparência acinzentada, como se lhe tivessem soprado pó para cima.
As flores crescem com muitas pétalas a partir dos pequenos pedículos. Florescem de Julho a Setembro. As flores individuais são pequenas, as corolas têm dois lábios, o de cima direito, de cor branca ou rosa pálido, com pintinhas vermelhas, e as anteras de um vermelho profundo. O tubo do cálice tem quinze nervuras, uma característica que distingue o género Nepeta, ao qual pertence esta espécie.

Química

A nepetalactona é um terpeno composto por duas unidades de isoprenos, com um total de dez carbonos. Os constituintes da nêveda são:
– óleo volátil, carvacrol, erva-cidreira, nerol, geraniol, pulegona, timol e ácido nepetálico;
– iridóides, incluindo ácido epideoxilogânico e ácido 7-deoxilogânico;
– taninas.
A sua estrutra química é semelhante à dos valepotriatos derivados da erva valeriana, que actua como sedativo ligeiro do sistema nervoso central (ou estimulante, para algumas pessoas).

Efeitos

A nêveda é um dos remédios tradicionais para gripes e constipações. É um diaforético útil para qualquer estado febril, especialmente bronquite aguda. Como carminativa com propriedades antiespasmódicas, a nêveda acalma os problemas de estômago, dispepsias, flatulência, e cólicas. É o remédio perfeito para o tratamento de diarreia nas crianças. A sua acção sedativa nos nervos completa as suas propriedades relaxantes. ja foi usada pelos romanos para lavar os dentes, para desinfectar água, muito aromática que foi outrora vastamente usada para fins medicinais, pois lhe atribuíam virtudes que ainda não se acham cientificamente comprovadas, como a de curar a lepra. Hoje está um pouco esquecida É considerada planta tónica, excitante, expectorante e sudorífera e por isso, detém ideais condições para intervir no alívio de várias mazelas. Citam-se as más digestões, a aerofagia, os espasmos, o cansaço, as dores reumáticas, a bronquite, a depressão.

Pesquisas da univesidade do estado de Iowa (EUA) concluiram que o óleo extraído da nêveda (Nepeta cataria), que contém nepetalactona, é quase 10 vezes mais eficaz como repelente de insectos que a DEET (N,N-dietil-m-toluamida).

Para além disso, na Ásia a nêveda usa-se há anos nos jardins zoológicos para acalmar os tigres e os leões.

Uso medicinal

As flores são utilizadas na medicina e colhidas quando a planta floresce completamente, em Agosto. Qualidades medicinais desta planta: carminativa, tónica, diaforética, refrigerante e ligeiramente emenagoga, especialmente antiespasmódica, e ligeiramente estimulante. Alivia inchaços dolorosos quando aplicada em cataplasma ou fomentação. em resumo 5 estrelas😉

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