Publicidade da optimus com o quarto escuro incita á deboche libertinagem e irresponsabilidade sexual

Posted: 9 de Outubro de 2011 in Luta e protesto, Sociedade

a alusão ao quarto escuro não é nada mais nada menos do que uma prática em vogue já em muitos paízes e que também chegou a portugal o quarto escuro está ligado ás noites de excessos drogas musica alcool e sezo são quartos ou peças escuras onde qualquer pessoa pode praticar sexo livremente com quem la estiver dentro sem conhecer a entidade dos parceiros um autentico deboche libertinagem e irresponsabilidade sexual considero um verdadeiro atentato á etica moral usar este tema em campanhas publicitárias .
Hilário

Segue o testemunho de Bruno Horta transcrito de: http://timeout.sapo.pt/news.asp?id_news=515
O que é um quarto escuro?

O sexo anónimo tem muitos adeptos em Lisboa. Bruno Horta ficou à porta, mas perguntou a quem sabe o que é que passa num quarto escuro.

Nos últimos cinco anos, ele esteve em quartos escuros da Europa inteira. Tem 27 anos, vive em Lisboa e trabalha na área da moda. Preferiu não ser identificado, mas não se importou de contar as suas experiências à Time Out.

Tal como muitos gays dados à aventura, já correu os quartos escuros (ou dark rooms, como são conhecidos em quase todo o mundo) de Barcelona, Sevilha, Vigo, Madrid, Berlim, Praga, Roma e Amesterdão. E no meio de tanta rodagem conheceu, obviamente, os de Lisboa.

O mais famoso fica no segundo andar do Bric-a-Bar, a discoteca gay mais antiga de Lisboa, com 35 anos. O Max, bar do Príncipe Real, também tem um, embora seja recente e, por isso, menos conhecido. E depois, tanto quanto conseguimos apurar, há os das saunas Spartacus (Largo Trindade Coelho, junto ao Bairro Alto) e Sertório (na Calçada da Patriarcal, ao Príncipe Real).

Os quartos escuros são, portanto, raros na capital. E olhados com desprezo moral por muitos gays, embora sejam eles os frequentadores. Mas o que são? Trata-se, em regra, de uma sala toda pintada de preto, às escuras, apenas com luzes de presença, onde vão homens gays para terem sexo anónimo com desconhecidos ou recém-conhecidos. Terá aparecido pela primeira vez nos EUA, nos anos 60. Para que se perceba melhor, o entrevistado resume a coisa deste modo: “Os heteros, se quiserem ter sexo ocasional, não têm para onde ir. Ou pagam, ou então não têm alternativa. Ali não se paga e é tudo muito fácil.”

No caso do Bric, o quarto escuro abriu há 12 anos. Nessa altura, apenas as saunas tinham zonas do género. Mauro, um dos responsáveis pela discoteca, diz que não gosta destes sítios, mas achou boa ideia criar um em Lisboa. “É um serviço como outro qualquer, que existia noutros países e fazia falta aqui”. Mário Varela, DJ e relações públicas do Bric, acrescenta: “Ao contrário do que algumas pessoas dizem, isto não funciona como uma ajuda à promiscuidade. Só vai quem quer”. O rapaz de 27 anos confirma: “Posso ir ao Bric e não ligar nenhuma ao quarto escuro. É isso, aliás, que tem acontecido nos últimos tempos.”

Aberto às quartas, quintas e domingos, este quarto escuro continua a ser uma preciosidade no underground lisboeta, mas perdeu o fulgor de outros tempos.

Quando funcionava ao fim-de-semana, estava quase sempre apinhado. “Havia noites em que nem se conseguia entrar”, recorda o entrevistado. Nessas horas de ponta, estavam 50 pessoas, todas juntas, a ter sexo de pé. Então como hoje, havia algumas que acendiam os isqueiros para se certificarem da beleza dos desconhecidos. Algo que só acontece em Lisboa e é motivo de fúria entre os convivas, garantem várias pessoas.

A maneira mais fácil de fazer as coisas é engatar na pista de dança e seguir depois para o quarto escuro. Nas saunas, funciona da mesma forma, com a vantagem de que aí há menos confusão. Bastam uns olhares e, se for caso disso, uma breve troca de palavras.

Quanto às razões que movem os gays, o rapaz que trabalha em moda é claro: “Quando namoramos e já temos a parte emocional preenchida, o sexo com terceiros é a satisfação de uma necessidade física, mais nada. Consigo separar muito bem as duas dimensões.”

terça-feira, 20 de Novembro de 2007

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s