Por que mataram Kadafi? – Parte 1/3

Posted: 25 de Outubro de 2011 in internacional, Luta e protesto, Política e finanças


>
> Em 1981, eu morava na Casa do Estudante Universitário em Curitiba (CEU), e
> quando cheguei da escola vi na portaria que em todos os escaninhos dos
> quartos haviam dois livros verdes, um para cada morador. O porteiro não
> soube dizer quem foi que deixou esses presentes para todos os ceuenses
> (assim eram chamados os moradores da CEU).
>
> Peguei o meu exemplar e li o que pude. O livro verde escrito pelo
> coronel MuamarKadafi se chamava Livro Verde, que óbvio, e a ideologia se
> chamava Socialismo Verde.
>
> Alguns diziam que era muito parecido com o Pequeno Livro Vermelho, de
> MaoTseTung, que sendo sincero eu nunca li. O livro do coronel era uma
> crítica ao capitalismo e ao neo-liberalismo, entre outras idéias e eu
> respeitei sua iniciativa.
>
> Na universidade havia muitos fãs de MuamarKadafi, YasserArafat e a OLP
> (Organização para a Libertação da Palestina). O meu partido na época, o
> PCdoB, tinha laços com esses grupos. Dessa forma, a imagem que tinha de
> MuamarKadafi sempre foi mais positiva que negativa, ao contrário do que era
> retratada nos jornais, revistas e TVs.
>
>
>
> Em 2000, no Japão, conheci uma inglesa, uma mulher madura e com muita
> cultura e experiência de vida. Fizemos amizade e passamos a frequentar um a
> casa do outro, onde conversávamos sobre tudo, e trocávamos fofocas e
> experiências vividas. Era muito divertido.
>
> Ela era professora de inglês e fazia parte da comissão de avaliação de
> proficiência em língua inglesa TOEFL e CPE, em Nagoya. Entretanto, sua
> formação universitária não era línguas, e sim Enfermagem, graduada em
> Cambridge, Inglaterra.
>
> Como enfermeira trabalhou durante anos na Ilha de Malta e depois mudou-se
> para a Líbia integrou ao grupo de médicos e enfermeiros que cuidavam da
> família de Kadafi.. A princípio duvidei que pudesse ser verdade, mas por
> diversas vezes verificava se ela não se contradizia nos relatos em outros
> dias. As amigas dela confirmavam o fato. Então, por que eu duvidaria? Para
> fazer parte do grupo médico, ela teve que assinar um contrato onde dizia
> que nunca contaria nada a ninguém o que ver ou ouvir durante o tempo de
> trabalho, e toda sua vida foi minuciosamente investigada antes da
> contratação.
>
> Eu não escreveria sobre isso se o coronel não estivesse morto. Ou será que
> não está?
>
> Ela me contava com paixão a experiência de ter convivido com pessoa tão
> ilustre. Dizia que todos o respeitavam como a um deus, e desta forma,
> também tinham muito medo dele. Segundo ela, Kadafi era uma pessoa muito
> educada, de certa maneira dócil e muito inteligente, era respeitoso, um
> verdadeiro gentleman.
>
> Ela estava lá quando os caças americanos bombardearam seu palácio, em 1986.
> O ataque teria matado sua filha adotiva Hana. A minha amiga não confirmou se
> isso foi verdade, pois Hana teria apenas 6 meses de idade e não estava sob
> os cuidados do grupo médico que ela fazia parte. Isso é meio estranho, mas
> tudo bem. Havia certos assuntos que ela preferia e insistia não contar.
>
> Kadafi com sua filha adotiva Hana, supostamente morta no ataque de 1986.
>
> Hana seria a segunda criança adotada depois de oito filhos biológicos do
> coronel. A morte dela pode ter sido uma farsa para intensificar a culpa aos
> americanos, não sei. Há muitos sites que clamam que ela está viva, que teria
> se tornado médica ou em outra profissão. No mundo de hoje, tratando-se de
> política e conspiração, não podemos acreditar em quase nada. Entretanto,
> farsa ou não, essa menina pode ter sido o estopim de eventos que culminariam
> com a mudança da Líbia e o fim do coronel.
>
> Mesmo sendo farsa, não diminui a agressão internacional cometida pelos EUA
> ao invadir um outro país para matar seu líder, pois não estavam em guerra
> declarada. Isso sim, é crime político, é terrorismo. Ou não?
>
> Minha amiga disse o ataque que foi um horror, ela estava no hospital, e os
> caças passaram em rasante. Correu até a janela para ver o que era e viu as
> bombas explodindo, as chamas e muitas pessoas gritando, chorando.
>
> Por um lado, se ela dizia que Kadafi era educado e respeitoso, os mesmos
> adjetivos não atribuía ao povo líbio que dizia muitas vezes ser um
> povo estúpido, ignorante, grosseiro e que passou por maus momentos com essa
> gente.
>
> Eu lhe disse que em todo lugar há pessoas boas e ruins, e que nos lembramos
> mais das ruins, pois insistimos em não esquecê-las. As mágoas são cicatrizes
> difíceis de se curar e não damos atenção devida às pequenas ou grandes
> alegrias.
>
> Ela me disse que foi humilhada nas ruas de Trípole, que já cuspiram na cara
> dela e outras ofensas, em nome da moral e bons costumes islâmicos. Isso é
> difícil de contra argumentar por ser homem e não ter passado por essas
> situações.
>
> Numa ocasião, membros do governo exigiram que Kadafi expulsasse os ingleses,
> pois esses estrangeiros estavam estragando o país. Segundo ela, a maioria
> dos engenheiros, técnicos que faziam a indústria de extração de petróleo
> funcionar eram ingleses.
>
> Kadafi então, acuado, disse aos ingleses:
> – Não se preocupem, vou dar um jeito nisso. Por favor, embarquem nos navios
> que irão zarpar para apenas alguns quilômetros longe da costa e lá aguardem.
>
> Os ingleses, engenheiros, técnicos, médicos enfermeiros, professores
> entraram nos barcos que partiram, seguindo as ordens do coronel.
>
> Kadafi então falou à população:
> – Eu fiz o que vocês pediram. Agora eu que que vocês façam as máquinas, os
> hospitais, as escolas funcionarem, JÁ!
>
> Passou-se cinco dias, os líbios não conseguiram ligar ou operar as máquinas.
> Nos hospitais gerou o caos devido equipamentos sofisticados e nas escolas os
> professores líbios e alunos ficaram desorientados (o que está acontecendo?
> Deviam perguntar os estudantes).
>
> Kadafi olhou para seus subalternos que estavam envergonhados. Em seguida
> mandou chamar os ingleses, que estavam de prontidão, para voltar. Os líbios
> os receberam de cabeças abaixadas.
>
> Eu sei que uma das características do colonialismo é gerar dependênca,
> entretanto, o sonhado Socialismo Verde de Kadafi, na época, estava apenas
> começando, e o povo era ainda muito dependente dos ingleses.
>
> Pergunta:
> Se Kadafi era tão dependente do Reino Unido, por que iria mandar explodir um
> avião, em 1988, na Escócia????
>
> Kadafi nunca assumiu esse atentado. No dia 22 de fevereiro de 2011, o
> ex-ministro líbio, MustafaAbudAlJelei, disse em entrevista ao jornal sueco
> Expressen que Kadafi pessoalmente ordenou o atentado. Por que esse
> ex-ministro diria isso, justamente durante a “revolução” na Líbia? Ou, por
> não falou isso antes?
>
> Kadafi estudou no Reino Unido, e nunca teve nenhuma desavença com esse país.
> Simplesmente, a autoria nesse atentado não faz sentido.
>
>
>
> Transição de comportamento
> Hoje, os jornais de todo o mundo, dizem que Kadafi era um ditador
> sanguinário, tirano, torturador etc… Entretanto veja o histórico de
> violência, de terrorismo de Kadafi:
>
> http://en.wikipedia.org/wiki/Muammar_Gaddafi
>
>
> Vejam as datas onde Kadafi cometeu, ou foi acusado de ter cometido crimes
> contra a humanidade: 1969, 1970, 1987, 1988… não passa disso. Alguém pode
> listar os crimes contra a humanidade que cometeu? – Se cometeu, foi em que
> época? – Se cometeu, existem provas? – Se a dúvida persiste, não deveria ser
> julgado? – Ele foi capturado vivo, espancado e depois morto. Por qual
> motivo? – Teriam os soldados “rebeldes” tanto ódio de Kadafi? – O que Kadafi
> fez que originou tanto ódio? – Crimes contra a humanidade? – Quais? – De que
> maneira esses crimes influenciariam na vida particular dos “soldados
> rebeldes” que o executaram? – Exemplo: Se Kadafi teria ordenado a morte de
> minha mãe eu teria acabado com sua vida e não levado ao julgamento.
> Reflitam: O que ocorreu foi um inconciente coletivo onde todos mataram o
> coronel, por que lhe disseram que ele era ruim. Fizeram a justiça com as
> próprias mãos, incentivados pela mídia, realizaram um assassinato
> bárbaro, televisionado, com requintes de crueldade que não condizem com o
> mundo civilizado do século 21. É condizente com o islamismo que está 325
> anos atrazado do cristianismo, que também não é flor que se cheire.
>
> Vendo o histórico “terrorista” de Kadafi, parece que ele se redimiu. Ou
> seja, até o final dos anos 80 ele era de um jeito e depois foi mudando de
> atitude. POIS NÃO HÁ NENHUM ATENTADO ATRIBUÍDO A ELE depois de 1990. Não
> quero dizer que se um indivíduo é culpado de crimes num passado distante não
> deva ser condenado. Mas digo que deveria ser julgado e não morto
> sumariamente por soldados cegos sedentos de sangue.(Qual é a religião desses
> soldados mesmo?).
>
> Quando os EUA invadiram o Iraque em 2003, Kadafi rapidamente se prontificou
> em abrir as portas para os técnicos da ONU para vistoriar seu país se
> continha armas de destruição em massa. Nada foi encontrado. Mas levou sorte,
> pois oaONU e os EUA também não encontraram nada no Iraque e mesmo assim
> invadiram o país.
>
> Em 2006, os EUA terminaram com o embargo contra a Líbia, e esse país estava
> em paz com o Ocidente.
>
> Em 2009, a Líbia era vista como modelo de combate ao terrorismo pela
> Diplomacia Norte Americana:
> Operamundi.uol.com.br/conteudo/noticia/WIKILEAKS
>
> A Líbia é um país muçulmano onde passou-se a respeitar mais os direitos das
> mulheres e até, de certa forma, os homossexuais. As mulheres passaram a ter
> mais direitos, e homossexuais podem pegar até 5 anos de cadeia, o que é um
> avanço para esse mundo medieval. Eles estão 325 anos atrás do cristianismo,
> conforme já escrevi antes.
>
> A emancipação das mulheres nesse país iniciou no início dos anos 70, sob o
> regime de Kadafi, As mulheres possuem os mesmo direitos que os homens no
> divórcio desde 1973. O divórcio foi instituído o Brasil em 1977. Possuem os
> mesmos direitos ao trabalho, saúde e aposentadoria (o que é um avanço para o
> resto do mundo muçulmano).
> http://en.wikipedia.org/wiki/Women_in_Libya
>
>
> A postura de Kadafi mudou, a mudança não foi apenas social e política. Ele
> mudou visualmente.
>
> Ele abandonou o visual militar-machão e adotou o colorido. Trocou sua guarda
> pessoal masculina pela feminina. Passou a usar cabelos mais longos e vestir
> “roupas de mulher”. Isso é simbolismo. Parece que ele estava num processo de
> transição da Força Masculina para a Força Feminina.
> Leia Guerra dos Sexos
>
>
> Dizem que depois que sua filha adotiva, Hana, morreu no bombardeio dos
> americanos fizeram em seu palácio, em 1986 Kadafi decidiu em memória da
> filha querida, que todos os seus guarda-costas passariam a ser mulheres,
> para sua proteção.
>
> O simbolismo das guarda-costas é muito forte: Kadafi passou a não confiar na
> proteção masculina, da Força Masculina. Ele preferiu a proteção feminina, da
> Força Feminina.
>
> Vejam algumas fotos das guarda-costas:
>
> Elas usam batom, maquiagem e mostram os cabelos. Isso é uma ofensa, um
> pecado, proibido em muitos países islâmicos.
>
> Os cabelos simbolizam os raios do sol, não importa a cor, afinal, na
> mitologia grega, Apolo possui cabelos pretos. No islamismo os homens podem,
> de devem mostrar os cabelos e barbas. As mulheres devem escondê-los para
> serem submissas, fracas.
>
> Na bíblia, Sansão teve os cabelos cortados e perdeu a força. O nome Sansão
> em hebreu significa sol. O sol fraco é quando não tem raios. Sansão fraco é
> quando está sem cabelos. Puro simbolismo.
>
> Outra força de apoio à Força Feminina são os negros. Logo que Trípoli foi
> tomada no dia 22 de agosto, os rebeldes iniciaram a matança indiscriminada
> de negros nas ruas da cidade. Isso foi postado no grupo por Ricardo Vidal:
> Ser negro na África mulata está cada vez mais difícil
> Outro Genocídio na Líbia
>
>
> Sim, parece que Kadafi estava mudando de força na Guerra dos Sexos.
>
> Desenvolvimento Humano
> Na lista de 169 países por Índice de Desenvolvimento Humano, publicada em 4
> de novembro de 2010, a Líbia estava em 53°. O Brasil em 73°, a China em
> 89°, Egito em 101°, África do Sul, 110°, a Índia em 119°, Paquistão em 125°.
> http://pt.wikipedia.org/wiki/Anexo:Lista de Países de
> Indice_de_Desenvolvimento_Humano
>
> Isso mostra que a população não estava tão oprimida como a mídia passou a
> dizer logo que iniciou 2011.
>
> Na minha opinião, o primeiro motivo da morte de Kadafi foi porque ele ficou
> muito soft, mais sensível e menos violento. Isso não agradou nem aos
> islâmicos radicais como aos fornecedores de armas do capitalismo. O outro
> motivo é ocultismo que vamos ver nas partes seguintes.
Publicado em ordem illuminati (grupos yahoo)

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