A Interpretação dos 7 Reis de Apocalipse 17 como sendo papas é um embuste uma falácia ha mt tempo sendo divulgada

Posted: 27 de Dezembro de 2011 in Profecias, Religião

Por: pr Paulo Cordeiro
“Aqui está o sentido, que tem sabedoria: as sete cabeças são sete montes, nos quais a mulher está sentada. São também sete reis, dos quais caíram cinco, um existe, e o outro ainda não chegou; e, quando chegar, tem de durar pouco.” (Apocalipse 17:9-10)
O desfecho final na grande controvérsia, que dura há cerca de seis milénios, envolve Satanás e os seus anjos por um lado e Jesus Cristo e os Seus anjos por outro. Satanás sempre tem operado mediante determinados agentes. No Éden ele usou a serpente. Depois usou os reinos de Babilónia, Médio-Pérsia, Grécia, Roma Imperial, Roma papal, Europa dividida nos 10 reinos, França revolucionária (esta e os 10 reinos interligados com Roma papal). Roma papal sofreu um rude golpe com o exílio do Papa Pio VI às mãos do exército de Napoleão, quando o Gen. Berthier entrou em Roma em 13 de Fevereiro de 1798, aprisionou o dito papa e o levou preso para Avinão, França. Com isto terminou o poderio temporal do Papado. Mas logo a seguir em 1800 foi nomeado outro papa e instalado em Roma. Mais tarde em 12 de Fevereiro de 1929 o Presidente da Itália, Benito Mussolini, e o Papa Pio XI assinam um tratado em Latrão no qual a Itália devolveu ao Papado o pequeno estado do Vaticano e outros bens outrora pertencentes à Sé de Roma. Daí para cá o Papado tem estado a subir em admiração e apoio por todo o mundo, cumprindo-se assim as palavras de Apoc. 13:3. O Papado que era um dos cinco, veio a ser o 7º rei, em relação a todos os outros poderes da Idade Média. Depois de reinstalado, como acabei de referir, a profecia de Apocalipse 17:9-11 chama-lhe o 8º, mas acrescenta que é dos 7. O que quer isto dizer. Dito da forma mais simples é isto: Roma papal foi o 5º reino universal que governou com despotismo o mundo durante 1260 anos, tendo nisso a cooperação das nações da Europa, particularmente a França, que o Papado designou, e creio que ainda designa de o seu filho primogénito. Em 1798 Roma papal caiu. É por isso que o versículo 10 diz cinco já caíram, referindo-se a assa queda em 1798. Mas com a reinstalação do Papado, ele que fazia parte dos 7, é designado como o oitavo. Ou seja o 8º rei é o Papado na sua nova forma a partir de 1929. E é o Papado em ligação com os Estados Unidos da América, a segunda besta de Apocalipse 13, que irão fazer guerra ao povo de Deus com vista a frustrar os planos de Deus. Mas o Senhor Jesus Cristo intervirá para socorrer e libertar o Seu povo e derrotar as duas bestas e todos os que se ligaram a elas (Apoc. 19:20). (Pr Manuel Cordeiro)
Quem tiver ainda dúvidas envie me mail para eu lhe enviar um ppt mt esclarecedor

De há uns anos a esta parte tem-se espalhado, cada vez mais, a noção de que estes sete reis mencionados neste capítulo profético do livro de Apocalipse correspondem literalmente a sete papas que exerceram o seu pontificado desde 1929, altura em que, pelo Tratado de Latrão, se formalizou a existência do estado do Vaticano como estado soberano, neutro e inviolável sob a autoridade do papa, assim como os privilégios de extraterritorialidade sobre o palácio de Castelgandolfo e das três basílicas de São João de Latrão, Santa Maria Maior e São Paulo Extramuros tendo, por outro lado, o Vaticano renunciado aos territórios que havia possuído desde a Idade Média e reconhecido Roma como capital da Itália.

Ainda em 2002, a versão mais em voga da teoria supracitada, admitia que o papa João Paulo II iria renunciar ao seu pontificado sendo substituído por um outro papa, este último iria também renunciar ou ser deposto das suas funções, e o papa João Paulo II iria reassumir o seu pontificado. Com a morte de João Paulo II a 2 de Abril de 2005, pensar-se-ia que a teoria acima mencionada teria igualmente morrido, mais eis que surge uma reinterpretação dizendo que o papa João Paulo II irá, aos olhos do mundo, ressuscitar (na realidade, seria um demónio ou o próprio diabo fazendo-se passar por ele) e suceder a este atual papa.

Independentemente dos factos históricos que já se deram e de outros que venham ainda a ocorrer, uma coisa é certa: esta teoria está ferida de morte à partida, pela simples razão de que ela parte de uma premissa falsa: assume que os sete reis são sete papas, quando, em verdade, NUNCA, em linguagem profética, “reis” se refere a indivíduos, mas sim a reinos! O livro de Daniel (do mesmo género literário do livro de Apocalipse) é claríssimo a esse respeito (pela exiguidade de espaço desta meditação, vejo-me obrigado a citar, sem os comentar, os textos a seguir mencionados): 1º) “reis” são REINOS, não indivíduos (ver: Daniel 2:37-40, 44; 7:17, 23); 2º) “chifres” (ou “pontas”) também são REINOS, não indivíduos (ver: Daniel 7:24; 8:20-22). Só duas pequenas explicações: 1ª) como é que um “chifre” (“rei”, em Dn 7:24) poderia reinar durante “um tempo, dois tempos e metade dum tempo” (1260 anos) (Dn 7:25), se fosse um indivíduo? 2ª) O “primeiro rei” mencionado em Dn 8:21, não se refere a Alexandre Magno, como muitos afirmam incorretamente, mas sim ao REINO do qual Alexandre Magno era o soberano! Parece um preciosismo de linguagem, mas não é, pois o versículo a seguir (v. 22) refere que “quatro reinos se levantarão deste povo” (o povo simbolizado pelo “primeiro rei” – meus sublinhados). Daniel também individualizou o seu discurso ao falar com Nabucodonosor, dizendo que “tu és a cabeça de ouro” (Dn 2:38). Estava Daniel a referir-se ao rei como pessoa, ou ao REINO do qual ele era o monarca absoluto?

Uma última palavra: o aspeto, quanto a mim, mais perverso desta e de outras teorias semelhantes, é parecerem muito “ortodoxas” e assim conseguirem seduzir sinceros estudantes da profecia bíblica! Numa altura em que quase tudo o que é bíblico é posto em causa, aparecerem estas explicações tão “bíblicas”, é realmente sedutor! Mas, sendo-se mesmo bíblico, facilmente reconhecemos o espírito que está por detrás destas invencionices! Mais do que nunca, a nossa única defesa é e deverá ser, a exemplo de Jesus: “Está escrito”! Que Deus e a Sua Palavra nos protejam (ver: Apocalipse 3:10).

Comentários
  1. Miguel Orrico diz:

    Interessante este artigo. Sempre achei a interpretação dos 7 reis de Ap 17 como os sete últimos papas sem fundamento bíblico. Poderiam enviar-me o tal PPT que o autor diz ser muito esclarecedor sobre este tema?

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