Archive for the ‘A origem das coisas’ Category


Nas últimas semanas o assunto vem sendo amplamente divulgado que o Instituto de Química de São Carlos (IQSC) da Universidade de São Paulo (USP) teria desenvolvido um novo medicamento  que poderia ser usado no tratamento dos diferentes tipos de câncer em seres humanos. Este medicamento teria como principio ativo a Fosfoetanolamina.

Entenda o Caso

A  Fosfoetanolamina passou a ser conhecida do grande público quando o professor aposentado Gilberto Chierice deu entrevista ao portal G1 afirmando que teria conseguido desenvolver uma substância que poderia curar o câncer mas que tal medicamento não teria chegado ao mercado por má vontade das autoridades .

Durante a entrevista o citado professor chega até a afirmar de modo categórico:

“A Fosfoetanolamina está aí, à disposição, para quem quiser curar câncer”. Gilberto Chierice

Confira a entrevista na íntegra:

EPTV – Como ela age no organismo?
Essa substância nós mesmos fabricamos dentro das células de músculo longo e no fígado, no retículo endoplasmático. Então, não podemos chamar de produto natural porque é sintetizado, mas o seu organismo já fabrica com o mesmo propósito: defender você durante todo o tempo da sua vida de células que se diferenciam.
EPTV – Na prática, essa substância reforça a que a gente já tem? Como ela age na célula cancerosa?
Primeiro, ela passa do trato digestivo para o sistema sanguíneo, vai até o fígado e forma uma reação junto com o ácido graxo. O que é esse ácido graxo? É a substância que vai alimentar o tumor. É a energia do tumor. E ela entra junto com essa substância dentro da célula. Quando ela entra, essa célula está relativamente parada, ou seja, a organela principal dela, chamada mitocôndria, está parada. Ela obriga a mitocôndria a trabalhar e, quando ela obriga, ela se denuncia para o sistema imunológico e a célula é liquidada, é a chamada apoptose (veja o processo no vídeo abaixo).
 EPTV – A eficácia da substância foi mais evidente em algum tipo de tumor?
Os tumores têm células parecidas no seu mecanismo, chamadas de anaeróbicas. Células de tumor anaeróbico, todas elas cediam pela ação da fosfoamina.
EPTV – Não houve um tipo de tumor em que a eficácia foi maior?
Não é possível fazer essa medida porque, primeiro, nós não somos médicos. Teria que ter uma parceria com o médico para ele mostrar a eficácia de cada um. Isso nunca foi feito.

EPTV – Tem alguma contraindicação? A cápsula tem que ser ingerida antes de a pessoa fazer quimioterapia?
Não existe “antes” porque ela não funciona como coadjuvante. Se você detona o sistema imunológico da pessoa, os resultados não são bons porque a ação da fosfoamina necessita que o sistema imunológico esteja intacto. Se existir uma quimioterapia que não destrói o sistema imunológico, perfeito, pode ser combinado.
EPTV – O senhor tem uma ideia de quantas pessoas foram beneficiadas por essa substância nos últimos 20 anos?
Nos últimos tempos nós fazíamos cerca de 50 mil cápsulas por mês. Isso equivale, a 60 cada pessoa, a 800 pessoas ou próximo de mil pessoas por mês. Agora quantas pessoas foram beneficiadas eu não sou capaz de dizer porque muitas delas, que eram pacientes terminais, estão aí, vivas. Então não sei dizer quantas pessoas foram curadas.
EPTV – O senhor publicou esse estudo em diversas revistas científicas. Quantas no total?
Hoje eu suponho que há de nove a dez trabalhos nas melhores revistas de oncologia do mundo, que são revistas internacionais, junto com o pessoal do [Instituto] Butantan, e explicam o mecanismo de ação da fosfoamina.
EPTV – Houve interesse de outro país nessa fórmula. O que pode acontecer?
Nós podemos ter que comprar esse medicamento a custo de mercado internacional porque já está começando a aborrecer ficar todo esse tempo tentando e não conseguir, criam dificuldades que eu não sei explicar. Eu sou um homem de ciência de 25 anos, eu não sou nenhum amador e, por não ser amador, eu conheço os trâmites das coisas, como funciona. Se não for possível aqui, a melhor coisa é outro país fazer porque beneficiar pessoas não é por bandeira. A humanidade precisa de alguém que faça alguma coisa para curar os seus males.
EPTV – A cura do câncer existe?
Não só pela fosfoamina, deve existir por uma dezena de outras coisas, mas a fosfoamina está aí, à disposição, para quem quiser curar câncer.
EPTV – E por que a aprovação está demorando tanto? Por que a Anvisa está demorando tanto para liberar?
A razão é muito simples: eu acho que existe uma má vontade. Porque, se existisse boa vontade, isso já tinha sido aplicado em hospitais do governo, como dados experimentais, fase I, fase II, fase III, tudo isso já está pronto. Agora o que falta é dentro das normas da lei, os dados clínicos, assim me disseram na Anvisa todo esse tempo. Eu acho que existe uma má vontade.
EPTV – E, enquanto essa “má vontade” continuar, muita gente com a doença, e a cura está mais próxima do que muita gente imagina, não é?
É, eu penso que sim. A cura está bem mais perto. E se dissessem ainda que falta aprimorar alguma coisa, teria que ser aprimorado daqui para frente, não daqui para trás. Daqui para trás está tudo pronto.
EPTV – Essa substância é a cura do câncer?
Eu acredito que sim, eu acredito que sim. Não só essa como um monte delas que poderiam vir de derivados.

fonte texto:

Coca-Cola a Fórmula Original

Posted: 8 de Agosto de 2014 in A origem das coisas

cocacola2Chegou ao fim um “segredo de Estado”. De acordo com publicação do site “The Telegraph”, a receita criada em 1889 pelo farmacêutico John Pemberton, leva 16 ingredientes agora revelados pelo site norte-
americano “This American Life”.

A receita da Coca-Cola foi publicada no Atlanta Journal Constitution, em 1979, e a descoberta teria surgido com a afirmação do site de que havia descoberto uma lista em uma fotografia de um artigo de jornal que dá os ingredientes e quantidades exatas para fazer a bebida.

Na edição do Atlanta Journal-Constitution, de 8 de fevereiro de 1979, há uma imagem de alguém segurando um livro aberto com a receita exata de Pemberton.

Nenhuma publicação foi categórica em afirmar a autenticidade do achado histórico, mas a receita supostamente contém as medidas exatas de todos os óleos e ingredientes necessários para colocar um fim ao maior segredo da marca Coca-Cola.
formula-cocacola

A RECEITA SECRETA

3 dracmas* de extrato fluído de coca
3 onças de ácido cítrico
1 onça de cafeína
30 açúcar ( mas não está claro a partir das marcações que quantidade é necessária)
2,5 galões de água
2 1/4 pints de de suco de limão
1 onça de baunilha
1,5 onças de Caramelo
7 vezes de sabor (use 2 onças de sabor para cada 5 galões de xarope)
8 onças de álcool
20 gotas de óleo de laranja
30 gostas de óleo de limão
10 gotas de óleo de noz-moscada
5 gotas de coentro
10 gotas de neroli
10 gotas de canela

MEDIDAS

Onça fluída, líquida = 28,4123 ml
Galão = 3,785 litros
Dracma = 3,552 mililitro
Pint =0,568 litro

Fonte original: http://fialkovitz.com/node/4

Reflexão e origem do Carnaval

Posted: 8 de Agosto de 2014 in A origem das coisas



Você lembra quando a gente te alertou sobre os prazeres do krokodil, né? Caso você tenha esquecido, essa é aquela droga russa parecida com a heroína, com a diferença que ela come a carne humana porque é feita com analgésicos misturados com coisas como gasolina e enxofre. Como a sisa na Grécia, o krokodil é um novo tipo de droga que chega agora às ruas empobrecidas da Europa e parece estar se espalhando muito além da Rússia. Em abril, encontramos usuários de krokodil quando acompanhávamos um trio de adolescentes exorcistas na Ucrânia e, na semana passada, ficamos sabendo que a droga está sendo usada no Arizona, Estados Unidos.Tratando-se de Reino Unido, o Dr. Allan Harris, um especialista no tratamento de sem-tetos e viciados, informou que “há vários sinais alarmantes” de que o krokodil está começando a ser usado em Gloucester, onde fica a clínica dele. Num artigo que escreveu para o Independent, ele também mencionou já ter tratado um homem que ele acreditava ter injetado o krokodil.

Liguei para ele para discutir suas descobertas. Negociamos se era melhor chamar a droga de krokodil (em russo) ou anglicizar o nome, já que isso chegou até aqui, e se referir à droga como “crocodile”. (Usei a primeira opção aqui, mas o Dr. Harris foi bastante inflexível sobre usar a última.) O mais importante aqui é que ele oferece uma visão esclarecedora sobre a cena deprimente das “drogas com coisas piores do que drogas” do Reino Unido.

VICE: Oi, Alan. Então, você só encontrou um caso de krokodil por aqui?
Dr. Alan Harris: Sim, quer dizer, é meio que um retrospecto, porque isso foi alguns anos atrás. Na época, achei que aquilo era só uma queimadura de ácido cítrico num usuário de heroína, mas relembrando o caso, a destruição de tecido era muito mais excessiva [do que se espera de uma queimadura de ácido]. Com ácido cítrico você em geral tem uma queimadura de segundo grau, mas se tratava de uma grande cratera no músculo do antebraço. Quando você tirava o tecido morto, era possível ver os tendões se movendo na base da cratera, assim como os músculos – bem parecido com essas imagens horríveis que você vê nos panfletos de alerta sobre o krokodil. Chegou a um ponto em que ele não conseguia mais mover a mão direita, porque aquilo tinha enfraquecido muito o músculo. Ele só conseguia enrolar um cigarro e mais nada.

Como você tratou isso?
Eles fizeram um enxerto de pele por cima, que cicatrizou bem, mas que era horrível. Os músculos nunca cresceram de volta, estavam completamente gangrenados. Pensando agora, isso não se encaixava em nada com ácido cítrico, porque isso é um simples irritante, não pior do que uma ligeira infecção. Aquilo era muito, muito desproporcional. De uma pequena injeção que ele tomou na área de uns 12 ou 8 centímetros de tecido, a droga foi da pele até o osso.

Por que você pensou em ácido cítrico?
Você coloca a heroína em pó na colher com um pouco de ácido cítrico – suco de limão é o mais usado. Viciados em heroína usam isso quando vão injetar a droga porque a diamorfina é alcalina. Então, quando você usa o ácido cítrico, que é um ácido fraco, ele faz o pó se dissolver mais rapidamente.

Entendi. E o que aconteceu com esse cara?
Ele morreu recentemente.

Sinto muito ouvir isso. Ficou confirmado que ele morreu pelo uso de krokodil?
As investigações ainda estão em andamento. Não posso dizer com certeza. Ainda estamos esperando pelos resultados da toxicologia do legista.

Você acha que misturar drogas com coisas estranhas está se tornado algo mais difundido na Inglaterra?
Sim, quase com certeza. Temos tido problemas com tétano e antraz encontrados em lotes de heroína. Antes, nós nos preocupávamos com heroína misturada com estricnina. Os traficantes vão usar qualquer coisa com um gosto amargo para misturar à heroína. Essa coisa já está disponível e só leva meia hora para uma pessoa fazer um pouco para si mesma. Todos os ingredientes tóxicos vão direto para a veia, e é isso que causa essa perda de tecido horrível.

Com todos esses efeitos bizarros, por que tem gente que ainda usa essa coisa?
Bom, isso é muito potente, altamente viciante, mais sedativo e cerca de dez vezes mais forte do que a morfina, então, desse ponto de vista, a droga tem um potencial viciante maior do que a morfina e a diamorfina normais – ou seja, a heroína. E também tem um efeito mais de amortecimento. Essa droga foi desenvolvida nos anos 1930 nos Estados Unidos e tem um agente narcótico, sedativo e anestésico muito forte. Infelizmente, essas propriedades se mantiveram até hoje.

O que está desencadeando seu uso? Há um problema no suprimento de heroína?
Recentemente, sim. Já vimos isso historicamente; obviamente, temos os esforços de guerra no Afeganistão, onde eles destroem grandes plantações de papoula. Durante este ano, tivemos uma queda enorme na disponibilidade, então, os usuários estavam usando heroína misturada com tanta coisa que mostravam sintomas de desintoxicação, porque a droga não era forte o suficiente. Mais recentemente, tivemos um declínio na heroína – acho que por causa de um policiamento mais extensivo – mas sua disponibilidade parecer estar crescendo novamente. Os traficantes estão conseguindo chegar aos suprimentos de heroína de novo e isso provavelmente vai diminuir o problema das pessoas fazendo seus próprios substitutos para a heroína, como o krokodil. E claro, quando a disponibilidade de heroína diminui, o uso de mefedrona aumenta também. Eles usam um processo químico parecido para misturar isso – um agente similar.

Similar ao krokodil?
Sim, eles estão krokodilizando o Mkat – sabe, o “meow meow” (mefedrona) – para torná-lo injetável e mais potente. Recentemente, temos visto mais o uso de mefedrona injetável para compensar a redução na heroína. A coisa que eles estão fazendo agora é mais… viscosa. Às vezes, isso chega a solidificar dentro da seringa. É muito desagradável, é o que estou tentando dizer. E temos visto coágulos em usuários que injetaram isso na veia femoral, no topo da perna.

Outra coisa é a pregabalina, que em geral é usada para tratar de epilepsia, dor e ansiedade. Isso ganhou um valor de mercado agora nas ruas e já temos visto ela ser usada como droga recreacional. As notícias sobre isso chegaram lentamente, na verdade; acho que não tem havido muita publicidade em cima disso e espero que essa informação não se espalhe. Mas como é fácil de fazer, acho que é só uma questão de tempo até mais pessoas começarem a tentar fazer suas próprias drogas.

Há alguma coisa em particular em Gloucester que faça isso acontecer aí?
Não. Ironicamente, Gloucester é o lugar com a heroína mais barata do país. Normalmente, na maioria dos outros lugares, ela custa £20 (cerca de R$71) por um saco de um pouco mais de 100 gramas, e em Gloucester isso sempre custou cerca de £10. Quer dizer, é claro que a qualidade e a quantidade que você consegue da droga são variáveis.

E o que deveria ser feito quanto a isso?
Até onde vai o uso do krokodil, acho que você deve evitar o uso disso a qualquer custo. Deveríamos estar conscientizando mais pessoas. Colocamos um monte de cartazes sobre isso na clínica em Gloucester. Acho que é uma questão de conscientizar a comunidade de usuários de drogas de que essa coisa é incrivelmente ruim, encurta sua expectativa de vida drasticamente e é altamente viciante.



Considerando a manifestação de 24 de Novembro em Lisboa, dia de greve geral, os momentos de brutalidade policial que aí ocorreram, a difusão mediática destes acontecimentos e a natureza das acusações formuladas contra os manifestantes, sentimo-nos obrigados a reclamar o “direito de resposta” para impedir a calúnia gratuita e a perseguição política.

Acreditamos, por aquilo que vemos, ouvimos e lemos todos os dias, que a televisão e os jornais são poderosos meios de intoxicação, de controlo social e de propagação da ideologia e do imaginário capitalista. A maioria das vezes recusamo-nos a participar no jogo mediático. Desta vez a natureza e gravidade das acusações impele alguns de nós a escrever este comunicado. A leitura que fazemos da realidade e daquilo que é dito sobre os acontecimentos do dia da greve geral tornam evidente que:

I. Está em curso acelerado a mais violenta banalização de um estado policial com recurso a agentes infiltrados, detenções arbitrárias, espancamentos, perseguições, bem como a justificação política de detenções e a construção de processos judiciais delirantes sustentados em mentiras.
citado por http://www.vermelhos.net/
Para quem se lembra do comunicado passado na TV de Passos Coelho a dizer que não toleraria manifestações…

Duas notícias dos últimos tempos não auguram nada de bom para o futuro deste país e dos portugueses. São altamente preocupantes e denunciadoras de uma tentação securitária que não condiz com a democracia, mas acaba por ser herdeira de acções que a direita não se coíbe de tomar, quando está no poder e vêm já do longínquo tempo do consulado de uma década de Cavaco Silva (1985-1995), em que ficou célebre a carga policial sobre… uma manifestação de polícias.

1. A primeira das notícias veio no Diário de Notícias de domingo passado e reza que “Polícia e SIS já têm elementos no terreno para antecipar as acções de grupos organizados que podem criar grande agitação social”. Isto na perspectiva de que a agitação social deve crescer nos próximos meses e pode atingir proporções nunca vistas nos últimos 30 anos. “O descontentamento popular com a crise económica faz a polícia e os serviços secretos temerem actos violentos. Por isso, já têm agentes a identificar grupos e protagonistas da contestação” – refere o jornal.
Mas onde é que nos chegámos? Onde é que a polícia e os serviços de informação “antecipam” acções que não estão ainda organizadas, nem se sabe quanto acontecerão?
Mas que democracia é esta em que os indignados, ofendidos e maltratados pelas políticas opressivas e restritivas da direita não podem manifestar a sua indignação e a sua revolta?
Há quem considere, e com razão, que a eventualidade de tal vigilância sobre movimentos sociais é “inconstitucional”, sendo que se está a “instrumentalizar politicamente as forças de segurança”. Além do mais, a recolha de informações, como lembrou no início da semana António Filipe, vice-presidente da bancada do PCP, que vai chamar o ministro da Administração Interna ao Parlamento, é “competência exclusiva dos Serviços de Informações, mas que estes estão constitucionalmente impedidos de o fazer em relação a movimentos sociais legais”.
O direito à manifestação, à indignação, à revolta, é absolutamente legítimo, legal e constitucional.
Tentar coarctá-lo, com manobras intimidatórias, com o apelo à resignação, ao conformismo, à demissão cristã, como quer Passos Coelho, é, no mínimo, inqualificável, indigno e vil.
Não é democrático, nem digno de um país civilizado e europeu.
Só no terceiro mundo e nos países da América Latina se tolera o espírito de coação que está subjacente a tais práticas.
Reabilitado politicamente, o presidente Cavaco acaba de pedir aos portugueses “para não desistirem”…
É o que eles certamente não admitem fazer!…

2. A segunda notícia inquietante vem na sequência da anterior e acaba por fazer luz sobre as reais intenções do governo de Passos Coelho, assim desmascarado no seu “democratismo” musculado. Refere-se ao Orçamento de Estado para o próximo ano.
Não se percebe, não se tolera, nem se admite, numa altura de crise que, presumivelmente, afecta todos os portugueses: enquanto o orçamento da saúde para 2012 vai ser espoliado em 800 milhões de euros pelo governo, a educação é diminuída até níveis miseráveis, a segurança social nem falar, o ministério das polícias, vulgo Ministério da Administração Interna, vai, não apenas ficar sem cortes no próximo Orçamento de Estado, mas aumentar o valor, para 1 800 milhões de euros.
É um escândalo que tal aconteça, como é uma vergonha que vão ser dedicados 69 milhões de euros à “regularização dos graves problemas remuneratórios instalados na PSP e na GNR”, como sofisticamente avançou a imprensa.
Sem ofensa dos polícias beneficiados, não é admissível uma tão gritante injustiça entre trabalhadores afectos a funções públicas, nem a discriminação entre áreas. Os polícias são importantes, mas a saúde e a educação são bem mais fundamentais (o investimento nestas, dispensa o investimento naquelas).
Para um governo que exige sacrifícios a todos, que aposta na austeridade, que aumenta impostos com o maior despudor, que corta nos ordenados, aumentar o orçamento do MAI é uma indecorosa vergonha.
A estratégia desta pouca-vergonha é conquistar as forças policiais para o lado do governo, aumentar-lhe a auto-estima e o dinheiro nos bolsos, para que possam estar aptas a reprimir, quando for necessário, sem problemas de consciência ou de pagamento de horas extras, qualquer manifestação, tumulto ou expressão de descontentamento social.
Um governo que assim decide não merece a mínima complacência!…

3. E por falar nisso, foi miserável o cancelamento pelo ministro da Educação e Ciência dos prémios monetários aos melhores alunos das 464 escolas secundárias do país a dois dias da sua entrega e quando os contemplados já haviam sido avisados que os iriam receber.
As regras do jogo foram alteradas no final da sua realização, o que é no mínimo infame.
Para quem tanto enche a boca da necessidade de premiar o mérito e a excelência, dá vontade de os mandar para onde Mafoma mandou as botas!..


Mensagens de Louie Giglio.destacando a maravilhosa natureza do universo em que vivemos. A apresentação é uma combinação de palestra e ilustrações, que mostra poderosamente e de forma informal a grandeza do Criador.