Archive for the ‘Ecónomia’ Category


Qual o melhor operador de internet?

Publicidade enganosa NOS
Internet móvel

Passo a descrever e manifestar publicamente o meu descontentamento por parte de uma das Empresas Lideres de Mercado que apregoam a melhor relação qualidade preço nos serviços mas que sao incontestavelmente uma fraude e porque contra provas nao ha argumentos e passo a relatar ha alguns meses na procura por outro operador de modo a baixar os custos da internet ou uma melhoria no serviço sendo eu anteriormente cliente da kanguru móvel 3.5ghz durante varios anos confronto me com a NOS 5euros mais barato (25eur/mês) velocidade até 20mb internet ilimitada…Ok contrato assinado aderi ao serviço ..Após os 15 dias de teste a velocidade cai drásticamente…(já um tanto duvidoso e suspeito) um qualquer MODEM 56kb dos anos 90 ainda assim funcionaria bem melhor consegui-a se velocidades de 41kb/s….mas o meu serviço da NOS ontem no dia 07/12 ou seja inicio do mês e por isso a questão tambem essa de politica de responsabilidade limitada (tambem questionável) efetuei o teste pelo speedmeter nao passava dos 10kbits após inumeras tentativas para resolução do Problema lá me iam encaminhando de numero em Numero cheguei a uma suposta Empresa detentora do serviço NOS chamada WOW..a verdade é que perdi imenso tempo ao telm para nao resolver nada e a pagar 0,30eur / min (suspeito) quando uma qualquer tarifario normal nao passa dos 0,10eur/min e ligar a pagar do meu bolso para o serviço de assistencia da NOS para resolver um problema do qual eles sao os responsaveis,????? (suspeito) sim porque estes Senhores alem da publicidade enganosa e nao nos prestarem o serviço que contratado e ao qual temos direito mas ainda por cima cobram fortunas em chamadas para o cliente ligar ligar ligar imaginem as centenas de milhares de euros indevidos que arrecadam para um serviçi que deveria ser obrigatoriamente gratuito ou de valor simbolico, bom após verificação chegamos a mesma conclusão de sempre e ja anteriormente ventilada pelos tecnicos, ponte de acessos (antena) sobrecarregada e que a situação estaria a ser resolvida;
a verdade é que estes senhores andam nos a enrolar e a ludibriar pq esta situação ja se arrasta ha muito tempo e não só é comoda mas vantajosa por eles sempre arrecadam um máximo com um minimo de investimento mais clientes com menos investimento mais descontentes mais telf, mais descontentes a romper o contrato mais processos para reaver a totalidade dos 20meses de fidelização mas ja sem cliente… e quando o nome deles estiver completamente queimado no mercado por falta de credibilidade voltam a mudar de nome e de empresa..e voltam a ir buscar mais uns milhares de clientes distraidos…!!
Se os clientes pagam e nao é tão pouco assim no meu caso 25euros mês para internet ilimitada 20mbits velocidade so tem é que investir na rede e aumentar o numero de antenas …bem

A Compensação deles apos minha reclamação era de um desconto de 10% sobre o valor da fatura mas esses 10% de desconto iriam incidir sobre o contrato de fidelização que iria automaticamente ser prolongado para os 24meses (****) rídiculo…afinal eu beneficio de menos de 1/10 do serviço proposto eu que deveria pagar apenas 10% do valor…estes Srs e estes contratos Abusivos de Fidelização já amplamente contestados nem se dignam a dar uma justificação credivel e um prazo de resolução para repor os serviços mínimos quando toda a gente sabe que qualquer empresa de assistencia ou serviços técnicos e neste caso a Empresas essas são subcontratadas e que trabalham com prazos de entrega dos serviços… , Caro Leitor sinto me no dever moral de denunciar as injustiças e fraudes destas empresas sem escrupulos e partilhar com o leitor precisamos de coragem para manifestar publicamente o nosso desagrado e contestar o autoritarismo económico destas empresas e corporações devemos nos opor a estas praticas comerciais enganosas …

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cttComo vêm sendo já habitual neste país de corruptos há beira mar plantado…em que já não existe um ética moral e empresarial de respeito e empatia pelo cliente..em que o factor rendimento e lucro se sobrepôem a todos os valores morais e bons costumes do passado, passo aqui a descrever o que considero lamentável e um abuso por parte de um serviço outrora de utilidade pública…

É já recorrente o envio de encomendas à cobrança que se atrasam nos pagamentos mas será normal acidental ou intencional?

Como é do conhecimento publico encomendas acima de um determinado peso e valor passam automaticamente para os serviços da CTT EXPRESSO quanto as encomendas de baixo valor são processadas de forma celere e as cobranças pagas dentro do prazo normal.. MAS o mesmo não acontece com as encomendas de maior valor à cobrança que são entregues normalmente no dia a seguir mas a cobrança ou o dinheiro esse anda a passear pelos bancos 24 horas a render durante dias e dias 10 a 11 dias para receber um cheque em nome dos ctt que ainda tem de depositar o que só ficará disponivel em media 12/13 dias, já não bastava os bancos cobrarem nos sobre o dinheiro depositado e usarem os intervalos de depositos e disponibilidade dos cheques para porem o nosso dinheiro em operações *over night de um ou dois dias …agora temos também os CTT EXPRESSO mas de forma mais descarada ainda, já nao bastava pagar mos pelo serviço de envio mais a taxa de cobrança e ainda temos de disponibilizar mos o nosso dinheiro para eles rentabilizarem a seu bel prazer???…coincidência o fato de ter sido comprada também por Goldman Sachs e Deutsche Bank com… 27% têm origem no Reino Unido, 13% nos Estados Unidos,
10% na Alemanha….A UBS e a Fidelity Worldwide Investments são dois dos investidores que participaram na segunda fase de privatização dos Correios. para bom entendor meia palavra basta os Srs do capital tomaram conta da instituição na lista já maquiavelicamente pensada das privatizações….Bem quanto a alternativas infelizmente estamos mal servidos daí aproveitarem se de um serviço quase exclusivo que outrora nas mãos do estado como serviço de utilidade publica, pode sempre fazer uma reclamação por escrito, com bocadito de sorte em 48 recebe um telefonema de funcionária menos esclarecida com um recado mal gravado e memorizado com o clássico “uma falha no sistema” mas não exiga mais explicações ou esclarecimentos pois não receberá mais por isso apenas o seu dinheiro se for paciente…!

 

*Também chamada simplesmente de “taxa básica”, a SELIC é, no Brasil, a taxa de financiamento no mercado interbancário para operações de um dia, ou overnight, que possuem lastro em títulos públicos federais, títulos estes que são listados e negociados no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia, ou Selic. Também é conhecida como taxa média do over que regula diariamente as operações interbancárias. A taxa Selic reflete o custo do dinheiro para empréstimos bancários, com base na remuneração dos títulos públicos.

Em outras palavras, esta taxa é usada para operações de curtíssimo prazo entre os bancos, que, quando querem tomar recursos emprestados de outros bancos por um dia, oferecem títulos públicos como lastro (garantia), visando reduzir o risco, e, consequentemente, a remuneração da transação (juros). Esta taxa é expressa na forma anual para 252 dias úteis.
* http://pt.wikipedia.org/wiki/Taxa_SELIC


fmi
Depois que a economista Karen Hudes, demitida do Banco Mundial por ter revelado informações sobre a corrupção na instituição, explicou com detalhes os mecanismos bancários para dominar as finanças em nível planetário, fica ainda mais real o artigo de Ladislau Dowbor, professor titular da Universidade Católica de São Paulo (USP-SP) e doutor em Ciências Econômicas pela Escola Central de Planejamento e Estatística de Varsóvia, publicado de forma discreta, há duas semanas.

Karen Hudes, graduada pela escola de Direito de Yale, trabalhou no departamento jurídico doBanco Mundial durante 20 anos. Assessora jurídica superior, cargo que ocupava no Banco, Hudes teve acesso a informações suficientes para formar uma visão global de como a elite financeira, resumida em uma centena de famílias, literalmente domina o mundo. Desse modo, Hudes passa traçar um quadro da realidade global, distante das ‘teorias da conspiração’ que habitam a internet.

Segundo a especialista, citada pelo no portal Exposing The Realities, aquela elite usa um núcleo hermético de instituições financeiras e de gigantes corporações para dominar a economia nos cinco continentes. Citando um explosivo estudo suíço de 2011, publicado na revista Plos One a respeito da “rede global de controlo corporativo”, Hudes enfatizou que um pequeno grupo de entidades, na sua maioria instituições financeiras e bancos centrais, exerce uma enorme influência sobre a economia internacional nos bastidores.

“O que realmente está a acontecer é que os recursos do mundo estão a ser dominados por esse grupo”, escreveu a especialista com 20 anos de trabalho no Banco Mundial, e acrescentou que os “capturadores corruptos do poder” também conseguiram dominar os meios de comunicação. “Isso é-lhes permitido”, assegurou.

O estudo suíço que mencionou Hudes foi realizado por uma equipe do Instituto Federal Suíço de Tecnologia de Zurique. Os pesquisadores estudaram as relações entre 37 milhões de empresas e investidores de todo o mundo e descobriram que existe uma “super-entidade”, composta de 147 megacorporações, todas muito unidas e capazes de controlar 40% de toda a economia mundial.

Contudo, as elites globais não controlam apenas essas megacorporações. Segundo Hudes, também dominam as organizações não eleitas e que não prestam contas, mas, sim, controlam as finanças de quase todas as nações do planeta. São o Banco Mundial, o FMI e os bancos centrais, como a Reserva Federal Norte Americana, que controla toda a emissão de dinheiro e a sua circulação internacional.

“Um organização internacional imensamente poderosa da qual a maioria nem sequer ouviu falar controla secretamente a emissão de dinheiro do mundo inteiro. É o chamado Banco de Pagamentos Internacionais (Bank for International Settlements). Trata-se do banco central dos bancos centrais, localizado na Basileia, Suíça, mas que possui sucursais em Hong Kong e na Cidade do México.

“É essencialmente um banco central do mundo não eleito, que tem completa imunidade em matéria de impostos e leis internacionais (…). Hoje, 58 bancos centrais, em nível mundial, pertencem ao Banco de Pagamentos Internacionais, e têm, em muito, mais poder na economia dos Estados Unidos (ou na economia de qualquer outro país) do que qualquer político. A cada dois meses, os banqueiros centrais reúnem-se na Basileia para outra ‘Cúpula de Economia Mundial’. Durante essas reuniões, são tomadas decisões que atingem todos os homens, mulheres e crianças do planeta, e nenhum de nós tem voz naquilo que se decide”, afirma Hudes.

“O Banco de Pagamentos Internacionais é uma organização que foi fundada pela elite mundial, que opera em benefício da mesma, e cujo fim é ser uma das pedras angulares do próximo sistema financeiro global unificado”, acrescentou.

Segundo Hudes, a ferramenta principal de escravizar as nações e governos inteiros é a dívida.

“Querem que sejamos todos escravos da dívida, querem ver todos os nossos governos escravos da dívida, e querem que todos os nossos políticos sejam viciados nas gigantes contribuições financeiras que eles canalizam nas suas campanhas. Como a elite também é dona de todos os principais meios de informação, esses meios nunca revelarão o segredo de que há algo fundamentalmente errado na maneira como funciona o nosso sistema”, afirmou.

Um poder
muito maior

Em seu artigo, intitulado O Poder corporativo dos intermediários financeiros, Ladislau Dowbor cita pesquisa divulgada recentemente que revelou dados significativos, como o fato de as corporações formarem uma gigantesca estrutura em rede, em que grande parte do controle flui para um núcleo pequeno e fortemente articulado de instituições financeiras, que, por sua vez, exerce um poder muito maior do que se poderia supor com base em sua riqueza

Leia, adiante, o artigo do professor Dowbor:

Controlar de forma organizada uma cadeia produtiva gera naturalmente grande poder econômico, político e cultural. Econômico, em razão do imenso fluxo de recursos – em alguns casos, maior do que o PIB de numerosos países –; político, com a apropriação de grande parte dos aparelhos de Estado; e cultural, por meio da mídia de massa, que cria, através de pesadíssimas campanhas publicitárias, uma cultura de consumo e dinâmicas comportamentais que interessam a esse poder.

É natural e saudável que tenhamos uma grande preocupação em não inventar conspirações diabólicas e maquinações maldosas. Mas ao vermos que no topo dos principais setores econômicos as atividades se reduziram a poucas empresas extremamente poderosas começamos a entender que se trata, sim, de poder político. Agindo no espaço planetário, na ausência de governo mundial, e diante da fragilidade do sistema multilateral, os controladores desses setores manejam grande poder sem contrapeso significativo algum.

Pesquisa do Instituto Federal Suíço de Pesquisa Tecnológica (ETH, na sigla em inglês)1, pela primeira vez nessa escala, ilumina essa realidade com dados concretos. A metodologia é muito clara. Foram selecionadas 43 mil corporações do banco de dados Orbis 2007 e estudou-se como se relacionam: peso econômico de cada entidade, rede de conexões, fluxos financeiros e em quais empresas cada uma tem participação acionária que permite o controle indireto. O caráter inovador da pesquisa reside no fato de ter estudado as principais corporações do planeta e expandido a metodologia de forma a traçar um mapa de controles do conjunto dessas empresas, incluindo a escala de poder que às vezes corporações menores detêm ao controlar um pequeno grupo de empresas, que, por sua vez, controla uma série de outras empresas, e assim por diante. Temos então exatamente o que o título da pesquisa apresenta: “a rede do controle corporativo global”.

Em termos ideológicos, o estudo está acima de qualquer suspeita. Antes de tudo, é importante mencionar que o ETH de Zurique faz parte da nata da pesquisa tecnológica, ocupando geralmente o segundo lugar depois do Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos. Pesquisadores do ETH já receberam 31 prêmios Nobel, a começar por Albert Einstein. A equipe que trabalhou no artigo entende tudo de mapeamento de redes e da arquitetura que delas resulta. E em nenhum momento tira conclusões políticas apressadas: limita-se a expor de maneira muito sistemática o mapa do poder e a apontar suas implicações.

Impactos no mercado

O resultado da pesquisa é claro: “A estrutura da rede de controle das corporações transnacionais impacta a competição de mercado mundial e a estabilidade financeira. Até agora, apenas pequenas amostras nacionais foram estudadas e não havia metodologia apropriada para avaliar globalmente o controle. Apresentamos a primeira pesquisa da arquitetura da rede internacional de propriedade, junto com a computação do controle de cada ator global. Descobrimos que as corporações transnacionais formam uma gigantesca estrutura em forma de gravata borboleta (bow-tie) e que uma grande parte do controle flui para um núcleo (core) pequeno e fortemente articulado de instituições financeiras. Esse núcleo pode ser visto como uma ‘superentidade’ (super-entity), o que levanta questões importantes tanto para pesquisadores como para os que traçam políticas”.

O controle é definido como participação dos atores econômicos nas ações, correspondendo “às oportunidades de ver seus interesses predominarem na estratégia de negócios da empresa”. Quando se desenha o conjunto da teia de participações, chega-se à noção de controle em rede, que, por sua vez, define o montante total de valor econômico sobre o qual um agente tem influência.

O modelo analisa o rendimento operacional e o valor econômico das corporações e detalha as tomadas mútuas de participação em ações (mutual cross-shareholdings), identificando as unidades mais fortemente conectadas dentro da rede. “Esse tipo de estrutura, até hoje observado apenas em pequenas amostras, tem explicações como: estratégias de proteção contra tomadas de controle (anti-takeover strategies), redução de custos de transação, compartilhamento de riscos, aumento de confiança e de grupos de interesse. Qualquer que seja sua origem, no entanto, fragiliza a competição de mercado… Como resultado, cerca de três quartos da propriedade das firmas no núcleo ficam nas mãos de firmas do próprio núcleo. Em outras palavras, trata-se de um grupo fortemente estruturado (tightly-nit) de corporações que cumulativamente detêm a maior parte das participações umas nas outras”.

Esse mapeamento leva por sua vez à análise da concentração do controle. À primeira vista, sendo firmas abertas com ações no mercado, imagina-se um grau relativamente distribuído também do poder de controle. O estudo buscou saber “o quão concentrado é esse controle e quem são os que detêm maior controle no topo”. Isso é uma inovação se comparado aos numerosos estudos anteriores que mediram a concentração de riqueza e renda. Segundo os autores, não há estimativas quantitativas anteriores sobre o controle. O cálculo consistiu em identificar a fração de atores no topo que detém mais de 80% do controle de toda a rede. Os resultados são fortes: “Apenas 737 dos principais atores (top-holders) acumulam 80% do controle sobre o valor de todas as empresas transnacionais (ETN). Isso significa que o controle em rede (network control) é distribuído de maneira muito mais desigual do que a riqueza. Em particular, os atores no topo detêm um controle dez vezes maior do que o que poderia se esperar com base em sua riqueza”.

Controle quase total

Combinando o poder de controle dos atores no topo (top ranked actors) com suas interconexões, “concluímos que, apesar de sua pequena dimensão, o núcleo detém coletivamente uma ampla fração do controle total da rede. No detalhe, quase dois quintos do controle sobre o valor econômico das ETNs do mundo, por meio de uma teia complicada de relações de propriedade, estão nas mãos de um grupo de 147 ETNs do núcleo, que detém quase pleno controle sobre si mesmo. Os atores do topo dentro do núcleo podem, assim, ser considerados uma “superentidade” na rede global das corporações. Um fato adicional relevante nesse ponto é que três quartos do núcleo são intermediários financeiros”.

Os números em si são muito impressionantes e estão causando impacto no mundo científico – e inevitavelmente vão repercutir no mundo político. Os dados não só confirmam como agravam as afirmações dos movimentos de protesto que se referem ao 1% que se apropria dos recursos dos outros 99%. Andy Haldane, diretor executivo de estabilidade financeira do Bank of England, em Londres, comenta que o estudo do ETH “nos deu uma visão instigante do melhor dos mundos para as finanças. Uma análise como a da ‘rede que conduz o mundo’ é bem-vinda porque representa um salto para frente. Os ingredientes-chave para o sucesso em outras áreas têm sido uma linguagem comum e o acesso compartilhado de dados. No presente momento, as finanças não dispõem de nenhum dos dois”. Haldane comenta também a enorme escala do problema: “O crescimento em certos mercados e instrumentos financeiros tem ultrapassado de longe a lei de Moore, que previu que o poder dos computadores dobraria a cada oito meses. O estoque de contratos financeiros emitidos (outstanding financial contracts) atinge agora cerca de 14 vezes o PIB anual global”.2

Algumas implicações são bastante evidentes. Assim, ainda que na avaliação de alguns analistas citados pela revista New Scientistas empresas se compram umas às outras por razões financeiras e não para dominar o mundo, não ver a conexão entre a concentração de poder econômico e o poder político constitui evidente falta de realismo. Quando numerosos países, a partir dos anos Reagan e Thatcher, reduziram os impostos sobre os ricos, lançando as bases do agravamento recente da desigualdade planetária, não havia dúvidas quanto ao poder político por trás das iniciativas. A lei recentemente aprovada nos Estados Unidos liberando o financiamento de campanhas eleitorais por corporações tem implicações igualmente evidentes. O desmantelamento da legislação que obrigava as instituições financeiras a fornecer informações e regulava suas atividades passa a ter origens claras. A substituição dos impostos sobre os ricos e em particular sobre ganhos financeiros especulativos pelo endividamento público como fonte de recursos governamentais tornou-se o eixo da relação público/privado e está na raiz da crise financeira mundial.

Fragilidade sistêmica

Outra conclusão importante diz respeito à fragilidade sistêmica que geramos na economia mundial. Quando há milhões de empresas, há concorrência real – ninguém consegue “fazer” o mercado, ditar os preços e muito menos o uso dos recursos públicos. Esses desequilíbrios se ajustam com inúmeras alterações pontuais, assegurando certa resiliência sistêmica. Com a escalada atual do poder corporativo, as oscilações adquirem outra dimensão. Por exemplo, com os derivativos em crise, boa parte dos capitais especulativos se reorientou para as commodities, levando a fortes aumentos de preços, frequentemente atribuídos de maneira simplista ao aumento da demanda da China por matérias-primas. A volatilidade dos preços do petróleo e dos grãos, em particular, está diretamente conectada a essas estruturas de poder.

Os autores mostram também as implicações para o controle dos trustes, já que essas políticas operam apenas no plano nacional: “Instituições antitruste ao redor do mundo acompanham de perto estruturas complexas de propriedade dentro de suas fronteiras nacionais. O fato de séries de dados internacionais e métodos de estudo de redes amplas terem se tornado acessíveis apenas recentemente pode explicar como essa descoberta não foi notada durante tanto tempo”. Em termos claros, as corporações atuam no mundo, enquanto as instâncias reguladoras estão fragmentadas em 194 países, sem contar a colaboração dos paraísos fiscais. Gera-se um imenso espaço desgovernado.

Ponto-chave: os autores chamam a atenção para o efeito do poder do sistema financeiro sobre as outras áreas corporativas. “De acordo com alguns argumentos teóricos, geralmente as instituições financeiras não investem em participações acionárias para exercer controle. No entanto, há também evidência empírica do oposto. Nossos resultados mostram que, globalmente, os atores do topo estão no mínimo em posição de exercer considerável controle, seja formalmente (por exemplo, votando em reuniões de acionistas ou de conselhos de administração) ou por meio de negociações informais.” É o poder dos intermediários, não dos produtores.

Finalmente, os autores abordam a questão óbvia do clube dos super-ricos: trata-se de “tipos de redes em que mecanismos como ‘ricos ficam mais ricos’ (rich-get-richer) funcionam. O fato de o núcleo estar tão densamente conectado poderia ser visto como uma generalização do fenômeno do clube dos ricos (rich-club phenomenon)”. A presença esmagadora dos grupos europeus e norte-americanos nesse universo reforça também, sem dúvida, as articulações no espírito do “Ocidente desenvolvido”, além de acentuar os desequilíbrios.

Especulação vs. produção

O gigantismo é um problema. Trata-se de grupos que controlam recursos em volume muito maior do que sua capacidade de gestão e aplicação racional. Um efeito mais amplo é a tendência de dominação geral dos sistemas especulativos sobre os sistemas produtivos. As empresas efetivamente produtoras de bens e serviços úteis à sociedade teriam todo interesse em contribuir para um sistema mais inteligente de alocação de recursos financeiros, pois são em boa parte vítimas do processo. Nesse sentido, a pesquisa do ETH aponta para uma deformação estrutural do sistema, que em algum momento terá de ser enfrentada.3

E quanto ao que tanto preocupa as pessoas: a conspiração? A grande realidade que sobressai da pesquisa é que nenhuma conspiração é necessária. Em razão do fato de existir uma articulação em rede e um número tão diminuto de pessoas no topo, não há nada que não se resolva no campo de golfe no fim de semana. Essa rede de contatos pessoais é de enorme relevância. Mas, sobretudo, sempre que os interesses convergem não é necessária nenhuma conspiração para que sejam defendidos solidariamente, como na batalha já mencionada para reduzir os impostos que pagam os muito ricos, para evitar a taxação sobre transações financeiras ou ainda para evitar o controle dos paraísos fiscais. O resultado é essa dupla dinâmica de intervenção organizada para a proteção dos interesses sistêmicos, resultando em corporativismo poderoso e no caos competitivo que trava qualquer organização sistêmica racional. Demasiado fechado e articulado para ser regulado por mecanismos de mercado, poderoso demais para ser regulado por governos eleitos, incapaz de administrar os gigantescos volumes de recursos que controla, o sistema financeiro mundial gira solto, jogando com valores que representam cerca de 14 vezes o PIB mundial.

O caos financeiro planetário, em última instância, tem uma origem bastante clara, de poucos atores. No pânico mundial gerado pela crise, debatem-se as políticas de austeridade, as dívidas públicas, a irresponsabilidade dos governos, deixando na sombra os atores principais: as instituições de intermediação financeira. No início do pânico da crise financeira, em 2008, a publicação Finance & Development, do FMI, estampou na capa, em letras garrafais, a pergunta “Who’s in charge?” (Quem está no comando?), insinuando que ninguém está coordenando nada. Para o bem ou para o mal, a pergunta está respondida.

Ladislau Dowbor é doutor em Ciências Econômicas pela Escola Central de Planejamento e Estatística de Varsóvia, Polônia, e professor titular da PUC-SP. É autor de A reprodução social e Democracia economômica – um passeio pelas teorias (contato http://dowbor.org).

1 S. Vitali, J. B. Glattfelder e S. Battiston, “The Network of Global Corporate Control” [A rede do controle corporativo global], ETH Zurique. Disponível em: <www.plosone.org/article/related/info%3Adoi%2F10.1371%2Fjournal.pone.0025995;jsessionid=31396C5427EB79733EE5C27DAFBFCD97.ambra02>.

2 Andy Haldane, “The Money Forecast” [A previsão do dinheiro], New Scientist, 10 dez. 2012. O fato de esse “mercado de papel” que gira no sistema caóticoe sem regulação atingir esse volume é simplesmente assustador.

3 Krugman e Wells resumem bem a questão central: o desvio de recursos necessários ao fomento da economia para atividades especulativas. No caso dos Estados Unidos, “a produtividade do país diminuiu após deixar o capital à mercê da falácia financeira, dos pacotes de compensação absurdos e das cotações das Bolsas infectadas pela bolha”. Paul Krugman e Robin Wells, “Por qué las caídas son cada vez mayores” [Por que as quedas são cada vez maiores], Nueva Sociedad, n.236, nov.-dez. 2011.

 

Fonte: http://correiodobrasil.com.br


A carta aberta de Mikis Theodorakis

Há uma conspiração internacional que visa apagar o meu País. É iniciada em 1975, contra a civilização neo-grega, continuou com uma distorção sistemática da nossa história e da nossa identidade cultural contemporânea e está agora a tentar apagar-nos até fisicamente, com fome, desemprego e miséria.Se o povo grego tomar medidas apropriadas, o perigo do desaparecimento da Grécia é real. Eu vou colocá-lo dentro dos próximos 10 anos.
De nós, permanecerá apenas a memória da nossa civilização e as nossas batalhas pela liberdade.

Até 2009, o problema económico não era grave. As grandes feridas da nossa economia eram os gastos exagerados para a defesa do País e a corrupção de políticos e jornalistas. Para estas duas feridas, no entanto, foram também co-responsáveis ​​Países estrangeiros. Tal como a Alemanha, França, Reino Unido e Estados Unidos, que ganharam biliões de Euros com a venda anual de material de guerra.

Esse hemorragia quebrava o País e não permitia crescer, enquanto oferecia uma grande riqueza aos Países estrangeiros. O mesmo aconteceu com o problema da corrupção. A empresa alemã Siemens mantinha um departamento que tratava da corrupção dos nossos políticos, a fim de melhor colocar os seus produtos no mercado grego. Consequentemente, o povo grego foi vítima deste dueto de ladrões, gregos e alemães, que ficaram ricos.

É óbvio que estas feridas possivelmente poderiam ter sido evitadas se os dois partidos no poder, filo-americanos, não tivessem acolhido elementos corruptos dentro das suas fileiras, que, para cobrir a hemorragia da riqueza (produzida pelo trabalho do povo grego) para os cofres dos Países estrangeiros, assinaram empréstimos exagerados, com o resultado que a dívida pública aumentou para 300 biliões de Euros, ou seja, 130% do PIB.

Com este sistema, as forças estrangeiras mencionadas acima, ganhavam duas vezes. Da venda de armas e dos seus produtos antes, com as taxas de juros depois. Porque, como vimos, o povo é a principal vítima em ambos os casos.
Um exemplo irá convencer. As taxas de juros para o empréstimo de 1 bilião de Dólares contraído por Andreas Papandreou em 1986 da França tornaram-se 54 biliões de Euros e foram finalmente pagas só em 2010!
Jean-Claude Juncker [primeiro-ministro do Luxemburgo, ex presidente do Conselho Europeu, ndt] disse um ano atrás que havia notado esta grande fuga de dinheiro da Grécia causada pela enorme despesa na compra de armas da Alemanha e da França. Tinha percebido que os nossos fornecedores estavam a levar-nos directamente para uma catástrofe, mas confessou publicamente que não reagiu para não afectar os interesses dos Países amigos!

Em 2008 houve a grande crise económica na Europa. Era normal que tivesse consequências também na economia grega. O padrão de vida, bastante alto (estávamos entre os 30 Países mais ricos do mundo), permaneceu inalterado. Houve, no entanto, o crescimento do débito público. Mas a dívida não leva necessariamente à crise económica. As dívidas dos grandes Países como EUA e Alemanha são contados em triliões.
O problema era o crescimento económico e a produção. Por esta razão, foram contraídos empréstimos com taxas de juros até 5%. Esta era a exacta posição em 2009, até que em Novembro tornou-se primeiro-ministro Georges Papandreou. Para entender o que acham hoje da política catastrófica dele os Gregos, são suficientes esses dois números: nas eleições de 2009, o Partido Socialista teve 44% dos votos, hoje em dia as projecções apontam para 6%.

Papandreou poderia ter enfrentado a crise económica (que reflectia aquela da Europa) com empréstimos de bancos estrangeiros com a taxa usual, ou seja, abaixo de 5%. Se ele tivesse feito isso, não teria havido problema para o nosso País. Na verdade, teria acontecido o contrário, pois estávamos numa fase de crescimento económico.

Papandreou, no entanto, tinha começado a sua conspiração contra o seu próprio povo desde o Verão de 2009, quando se tinha encontrado secretamente com o Sr. Strauss-Kahn para trazer a Grécia sob a “protecção” do FMI (Fundo Monetário Internacional). A notícia desta reunião foi publicado directamente pelo presidente do FMI.

Para passar sob o controle do FMI, foi necessário distorcer a real situação económica do nosso País e permitir o aumento das taxas de juro dos empréstimos. Isso começou com o aumento médio da “falsa” dívida interna, de 9,2% para 15%. Por este crime, o Público Ministério Peponis pediu, há 20 dias, a acusação de Papakostantinou (ministro da economia) e Papandreou. A campanha sistemática na Europa de Papandreou e do Ministro da Economia durou 5 meses, para convencer os Europeus de que a Grécia estava pronto para a fundar-se, como o Titanic, que os Gregos são corruptos, preguiçosos e, portanto, incapazes de lidar com os problemas do País. Após cada declaração, as taxas de juros subiram, ao ponto de já não ser capazes de obter quaisquer empréstimos; portanto, o Fundo Monetário Internacional e o Banco Central Europeu vestiram a roupa de nossos salvadores, quando na realidade foi o início da nossa morte .

Em maio de 2010 foi assinado (por parte de apenas um só ministro) o famoso acordo de resgate. A lei grega, nestes casos, requer, por um acordo muito importante, o voto favorável de pelo menos três quintos dos parlamentares. Esse primeiro acordo é, portanto, ilegal. A troika que manda hoje na Grécia age de forma totalmente ilegal. Não só para o direito grego, mas também para o europeu.

Desde então, se os passos que levam a nossa morte são 20, já estamos até mais da metade. Imagine que com este segundo acordo, para a nossa “salvação”, oferecemos a estes senhores a nossa integridade nacional e os nossos bens públicos. Ou seja, portos, aeroportos, estradas, electricidade, água, riqueza mineral, mais monumentos nacionais (como a Acrópole de Olympia, Delphi, o Epidauro…). etc. etc; e com estes acordos abdicámos de eventuais recursos.

A produção parou, o desemprego aumentou para 20%, 80.000 lojas foram fechadas, milhares de pequenas fábricas e centenas de indústrias ficaram sem trabalho. Um total de 432.000 empresas desapareceu. Dezenas de milhares de jovens licenciados deixam o País todos os dias, imerso numa escura Idade Média. Milhares de cidadãos, uma vez ricos, espreitam nos caixotes do lixo e dormem nas ruas. Enquanto isso, repetimos que estamos vivos graças à generosidade dos nossos “salvadores” europeus, dos bancos e do Fundo Monetário Internacional. Na verdade, cada resgate com destino a Grécia volta para trás sob forma de incríveis novas taxas de juros.

E já que há necessidade dum Estado que funcione, com hospitais, escolas etc., a troika carrega de novas taxas as camadas mais débeis da sociedade, o que provoca fome. Uma situação semelhante à fome generalizada que tivemos no início da ocupação nazista, em 1941, com 300.000 mortes em 6 meses. Agora vamos reviver a mesma situação. Se pensarmos que a ocupação nazista custou 1 milhão de mortes e a destruição total do nosso País, como podemos aceitar as ameaças da Merkel e a intenção de instalar um novo gaulaighter … e desta vez com a gravata …

E para provar quanto ricos e quanto trabalhadores forem os Gregos, que tinham conhecimento da exigência de liberdade e amor à sua terra natal, há o exemplo de como reagiram à ocupação nazista de 1941. Quando a SS e a fome mataram 1 milhão de pessoas e a Vermacht sistematicamente destruía o País, a produção agrícola e roubava o ouro dos bancos gregos, os Gregos criaram o movimento de solidariedade nacional que alimentou a população, criaram um exército de 100.000 resistentes que forçaram os Alemães a estar presente de forma contínua com 200.000 soldados. Ao mesmo tempo, os Gregos, através do trabalho, conseguiram não apenas sobreviver, mas desenvolver, em condições de ocupação, a nova arte grega, especialmente literatura e música.

A Grécia tinha escolhido o caminho do sacrifício pela liberdade e pela sobrevivência. Fomos atacados sem razão e respondemos com solidariedade e resistência, e ganhámos. A mesma coisa que devemos fazer agora com a certeza de que o vencedor final será o povo grego. Esta mensagem envio à Sra. Merkel e ao Sr. Schäuble, declarando que permaneço sempre um amigo do Povo Alemão e admirador da sua grande contribuição à ciência, filosofia, arte e especialmente a música! E talvez o melhor exemplo disso seja que todo o meu trabalho musical foi entregue a 2 grandes editoras alemãs, Schott e Breitkopf, com as qual tenho uma óptima cooperação.

Ameaçam mandar a Grécia fora da Europa. Mas se a Europa não quer a Grécia uma vez, nos não queremos esta Europa de Merkel e Sarkozy 10 vezes.

Hoje é Domingo, 12 de Fevereiro. Estou a preparar-me para juntar-me com Manolis Glezos, o herói que derrubou a suástica da Acrópole, dando assim o sinal para o início não só da resistência grega contra Hitler, mas sim europeia. As praças e as nossas ruas ficarão cheias de centenas de milhares de cidadãos que irão expressar a raiva contra o governo e a troika. Ontem ouvi o nosso Primeiro-Ministro, o banqueiro, dizer que “chegamos à hora zero.” Quem, no entanto, trouxe o País à hora zero em dois anos? As mesmas pessoas que em vez de estar na prisão, agora pedem para que os parlamentares assinem o novo acordo, pior que o primeiro, que será aplicado pelas mesmas pessoas com os mesmos métodos! Porquê? Porque assim manda o FMI e o Eurogrupo, caso contrário há a ameaça da falência. …

Estamos a observar o teatro de paranóia. Todos estes cavalheiros, que, em essência, nos odeiam (Gregos e estrangeiros), que são os únicos responsáveis ​​pela situação dramática, ameaçam, dão ordem com o único objectivo de continuar o trabalho destrutivo, ou seja, até o nosso desaparecimento final.

Sobrevivemos durante séculos, em condições muito difíceis e é certo que se tratados com a violência, se levados com a força até o penúltimo passo antes da morte, os Gregos, não apenas irão sobreviver, mas irão renascer. Neste momento, toda a minha força é para a união dinâmica do povo grego. Estou a tentar convencê-los de que a troika e o FMI não são uma rua com sentido único. Que existem outras soluções. Também temos de olhar para a Rússia, para a cooperação económica, para a exploração das nossa riqueza mineral, em condições diferentes, em favor dos nossos interesses.

Quanto à Europa, proponho interromper a compra de armas da Alemanha e da França. E devemos fazer tudo que pudermos para obter o nosso dinheiro, que a Alemanha ainda não devolveu desde a guerra. Esta soma é agora de quase 500.000.000.000 €!

A única força que pode conseguir estas mudanças revolucionárias é o povo grego, unido numa grande frente de Resistência e Solidariedade, para livrar-se da troika (FMI e os bancos). Entretanto, devem ser considerados nulos todos os acordos ilegais (empréstimos, taxas de juros, impostos, etc.). Naturalmente, os seus colaboradores gregos, que já estão condenados na consciência popular como traidores, devem ser punidos.

Para a União de todas as pessoas estou a dedicar todas as minhas energias e acho que, no fim, iremos conseguir. Eu fiz a guerra com armas na mão contra a ocupação nazista. Eu conheci os subterrâneos da Gestapo. Eu estava condenado a morte pelos Alemães e estou vivo por milagre. Em 1967 fundei o PAM, a primeira organização de resistência contra os coronéis. Tenho agido ilegalmente contra a ditadura. Fiquei preso pela ditadura. No final, sobrevivi e ainda aqui estão.

Hoje tenho 87 anos e é muito provavelmente não serei capaz de ver a salvação da minha amada Pátria. Mas vou morrer com a minha consciência tranquila, porque ainda faço as minhas batalhas com os ideais de liberdade até o fim.


Sindicalismo e burguesia


Cai o primeiro ministro-grego Yorgos Papandreu, substituído por um emissário do sistema bancário. Cai o presidente do Conselho Italiano, Silvio Berlusconi, substituído por outro tecnocrata interlocutor do sistema financeiro. A crise da dívida cobrou mais do que estas duas vítimas: na Espanha modificou a agenda eleitoral; em Portugal os partidos implementaram reformas ditadas pelo FMI (Fundo Monetário Internacional) e pelo BCE (Banco Central Europeu); na Irlanda o desastre conduziu ao mesmo beco sem saída. A democracia europeia se converteu em uma democracia de banqueiros. A vontade das maiorias foi substituída por dirigentes saídos do coração dos bancos e que jamais se expuseram ao voto nem conquistaram nunca um mandato eletivo. O medo das urnas, ou seja, que o eleitorado rejeite os ajustes e a guilhotina social, conduz a colocar marionetes dos bancos à frente do Estado. Nunca como agora a ditadura dos mercados havia forçado o destino dos povos. As agências de qualificação desfazem as maiorias eleitas e as substituem por representantes da racionalidade financeira, as contas sem déficits e artesãos da decapitação social. A democracia europeia afunda nos braços das finanças. O continente da liberdade se transformou em continente “Wall Street”. Gestores das finanças e dos bancos, sem a menor legitimidade democrática, chegam ao poder com o pôquer dos ajustes. O deputado e economista alemão Michael Schlecht, responsável pelo bloco parlamentar do partido Die Linke (A Esquerda) analisa nesta entrevista o transtorno das democracias européias e denuncia o papel que desempenhou o capitalismo alemão nesta mega crise. Para Michael Schlecht, a democracia está se evaporando do Velho Continente. A democracia Européia está sendo construída pelos bancos, não pelos eleitores que decidem por uma maioria? Para além do que pensemos deles, Papandreu e Berlusconi são as vítimas mais recentes desta nova doutrina? A resposta é muito simples. A democracia está desaparecendo dia após dia na Europa. Por exemplo, quando no dia cinco de junho passado se organizaram as eleições em Portugal, a Troika (Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu, União Européia) pediu aos dois partidos políticos portugueses que tinham chances de ganhar as eleições que assinassem um acordo diante do qual se comprometessem em implementar as condições impostas pela Troika. Agora isso aconteceu com a Grécia e é a vez da Itália. Por conseguinte, pode-se dizer que os portugueses não tiveram eleições verdadeiramente livres. Foi usada uma arma contra eles. Na realidade, com esta política européia, a Alemanha está defendendo com unhas e dentes os interesses financeiros, os interesses do mercado. O governo de Angela Merkel tem uma atitude muito agressiva neste ponto. É uma agressão sem tanques. Mas o resultado é o mesmo. Isso equivale dizer que a Alemanha é hoje a grande polícia financeira da Europa? A Alemanha, junto com a França, foi a vanguarda da substituição de poderes surgidos das urnas por tecnocratas teleguiados pelos bancos? O que a Alemanha está fazendo é dando seu acordo ao que está ocorrendo. A Alemanha está preparando o terreno porque tem um excedente de exportações muito maior que suas importações. Nos últimos dez anos o excedente alemão alcançou um trilhão de euros. Por outro lado, este excedente gigantesco acarreta uma contrapartida da outra parte: faz com que a dívida cresça nos países importadores. Cerca de 50 ou 60% da dívida criada por esta política alemã aparece nas contas dos demais países da Europa. Todos falam da dívida na Europa, mas ninguém diz nada sobre o país que ganha muito com esta dívida. E este país é a Alemanha. A dívida dos países europeus é o resultado da política alemã no Velho Continente. O núcleo desta política é o dumping dos salários. Nos últimos dez anos tivemos um dumping salarial que chega a 5%, e isso sem considerar a inflação. Nenhum outro país da Europa conhece uma situação semelhante derivada do dumping salarial. Esta política de dumping equivale a colocar uma metralhadora nas mãos dos capitalistas alemães. É uma arma muito destrutiva. No século passado, a Europa estava arrasada pelos tanques alemães. Agora está arrasada pela política de Angela Merkel. A desaparição da democracia na Europa é um fato considerável. O Velho Continente é o berço da democracia. É um péssimo exemplo para o mundo. Por acaso não é o fim do poder e dos valores da Europa sobre o resto do planeta? Veremos o que nos diz o futuro. Acho que, no próximo ano, os povos da Europa podem lutar e levantar-se em defesa dos interesses da democracia e contra os mercados financeiros. Aí teremos uma possibilidade de restabelecer a democracia na Europa. Esta é a luta da esquerda alemã neste momento. Você acha realmente que haverá um povo mais forte disposto a encarar a luta? Por acaso não é tarde demais, por acaso a ideologia do consumo não adormeceu as consciências? Acho que sob as condições que existem hoje podemos ver o surgimento de movimentos sociais fortes, como aconteceu na Grécia. A situação que encontramos na Alemanha incita a isso. A história está aberta para que os povos a escrevam. O que aconteceu à social-democracia europeia? Embora seu inimigo ideológico, o ultraliberalismo, tenha cometido todos os erros possíveis e tenha afundado o planeta, o discurso da social-democracia não tem liga, não gera confiança. É uma crise da social-democracia ou uma crise do eleitorado? As duas coisas. Estou convencido de que, dentro de um futuro imediato, teremos uma explosão na zona do euro. Teremos que escrever nos livros de história que os social-democratas alemães, junto ao partido verde, foram o poder político que gerou as medidas que conduzirão ao fim do euro. Os social-democratas e os verdes iniciaram o dumping salarial. Essa política é a responsável pelo que acontece hoje. Reconheço o drama total que há neste momento na Europa por culpa desta situação. Durante muitos, muitos anos, foi necessário que, na Europa Central, houvesse guerras e morte. Depois de 1945 e pela primeira vez na história, tivemos 70 anos de paz, o que é totalmente anormal. A paz neste continente é uma anomalia. Se olharmos a história da Europa notaremos que nunca antes tivemos 70 anos de paz seguidos. Agora, esta paz é o resultado dos intercâmbios de idéias e de mercadorias que se levou a cabo sob o abrigo da construção européia. Mas, se este abrigo se esfacela e cai sobre a cabeça dos povos, a situação se torna muito inquietante e perigosa. Talvez voltemos à mesma situação. Vamos tratar de melhorar o movimento de esquerda sob estas novas condições, vamos explicar melhor nossa política para ganhar a batalha.


Entrada curta apenas para noticiar que os criminosos do grupinho Bilderberg começam a chegar à Catalunha, Sitges, para mais um encontro conspirativo contra todos nós.

Como reporta o artigo do Guardian (estranho que tenham um jornalista a cobrir «Charlie Skelton»), no encontro da Grécia estiveram presentes os Ministros das Finanças e Negócios Estrangeiros bem como o Governador do Banco da Grécia, após o encontro a Grécia está na bancarrota, como pergunta o jornalista será que a seguir é a Espanha?

O hotel escolhido é o Dolce in Sitges.

Alguns dos presentes serão como é de esperar a realeza Espanhola, nomeadamente a rainha Sofia, Marcus Agius (Presidente do Barclays Bank e um dos directores da BBC), o Presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick , bem como diversos Euro-Comissários, e representantes das “Goldman Sachs, Microsoft, AIB, Deutsche Bank, Chase Manhattan and Royal Dutch Shell”, presumo que também não faltará alguém da Google, há que esperar pela confirmação da lista.

No ano passado o jornalista do Guardian teve uns quantos problemas, dêem olhada aqui – http://www.guardian.co.uk/world/series/charlie-skeltons-bilderberg-files

Podem seguir mais info nesta página do Prison Planet e no RussiaTV

Parece que Teixeira dos Santos e Paulo Rangel serão uns dos convidados portugueses, claro que por certo com o sr SIC, Balsemão.

Será interessante verificar se Pedro Passos Coelho e quem sabe António Costa que já lá esteve com Rui Rio bem como “Manuela Ferreira Leite. António Barreto em 1992, Durão Barroso em 94, Joaquim Ferreira do Amaral em 99, António Guterres em 1995 ou Vítor Constâncio em 1988, são outros dos portugueses presentes a convite de Balsemão.”

Bilderberg: Teixeira dos Santos e Paulo Rangel convidados para clube secreto
Mais recentemente, foram difundidas na internet queixas do autor do livro “Clube Bilderberg – Os Senhores do Mundo”, dirigidas “a todos os bloggers portugueses a pedir ajuda”. Segundo Daniel Estulin, o livro estaria a ser perseguido e censurado em Portugal: “Têm medo que este se torne num fenómeno mundial. De facto, está a tornar-se num fenómeno mundial, uma vez que foi editado em 28 países e em 21 línguas.” Mais: “Esta carta é um pedido de ajuda. Por favor enviem-na a qualquer pessoa disposta a lutar pela liberdade de expressão.”