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prefecionismo CristãoQual a norma Cristã a alcançar?Deus na sua infinita graça e misericórdia não nos deixou sem luz sobre este assunto..tem vindo muito á ribalta ultimamente um termo teologico pomposo e por vezes confuso para explicar a natureza de Cristo..não me querendo alongar muito sobre esta explicação e para ser prático e objetivo não irei aqui explanar algum tipo de ideia pessoal mas limitar me a transcrever uma compilação de textos que tratam desta temática iniciando pela bíblia a luz maior nos convida de capa a capa a uma vida de consagração plena e abandono do pecado e arrependimento diante de DEUS “ Aquele que confessa os seus pecados e os abandona esse alcançará misericórdia…Pv 28.13” o que significa isto? que só alcancaremos o favor imerecido de DEUS a bem aventurada graça imerecivel diante de DEUS através do sacrificio de Jesus e confessando e abandonando os nossos pecados “ em S.joão nos fala novamente “Qualquer que permanece nele não peca; qualquer que peca não o viu nem o conheceu… ” Filhinhos ninguém vos engane. Quem pratica justiça é justo, assim como ele é justo …qualquer que é nascido de DEUS nao comete pecado; porque a sua semente permanece nele; e nao pode pecar, porque é nascido de DEUS. 1 João 3 Algumas citações do Esp. Profecia Ninguém precisa deixar de alcançar em sua esfera a perfeição do caráter cristão. Pelo sacrifício de Cristo, foi tomada providência para que o crente receba todas as coisas que dizem respeito à vida e piedade. Deus nos convida a alcançar a norma da perfeição e põe diante de nós o exemplo do caráter de Cristo. O Salvador mostrou, por meio de Sua humanidade consumada por uma vida de constante resistência ao mal, que, com a cooperação da Divindade, os seres humanos podem alcançar nesta vida a perfeição de caráter. Essa é a certeza que Deus nos dá de que também nós podemos alcançar a vitória completa (Atos dos Apóstolos, p. 531). Jesus venceu como Humano Cristo viveu uma vida de completa humanidade para que pudesse permanecer como representante da família humana. Foi tentado em todos os aspetos, tal como nós somos, para que pudesse socorrer aqueles que são tenta- dos. Como principe da vida, em carne humana, enfrentou o príncipe das trevas, e passando pelo terreno onde Adão caiu, suportou todos os testes que Adão não conseguiu suportar. Ele enfrentou e venceu cada tentação que pode- ria recair sobre a humanidade caída. Se não fosse completamente humano, Cristo não poderia ser nosso substituto. Não poderia ter desenvolvido na sua humanidade, aquela perfeição de caráter que é privilégio de todos alcançar. Ele era a luz e a vida do mundo. Veio a esta terra para trabalhar em favor dos homens, para que deixassem de estar sobre o controlo dos agentes satânicos. Mas, enquanto possuia a natureza humana, dependia do Omnipotente para a sua vida. Na sua humani- dade apropriou-se da divindade de DEUS; e cada membro da família humana tem o privilégio de fazer o mesmo. Cristo não fez nada que a natureza humana não possa fazer se for participante da natureza divina- sign of times, 17junho 1897 Satanás apontara o pecado de adão como prova de que a lei de Deus era injusta e impossivel de ser obedecida. Cristodevia redimir, na nossa humanidade a falta de Adão. Mas quando este fora vencido pelo tentador não tinha sobre si nenhum dos efeitos do pecado. Encontrava se na pujança da perfeita varonilidade, possuindo o vigor máximo da mente e do corpo: Achava se circuncidado pelas glórias do Éden e em comunicação diária com seres celestiais. Já não se passou o mesmo quanto a Jesus quando foi para o deserto para lutar contra Satanás. Durante quatro mil anos a raça estivera a diminuir em robustez física vigor mental e valor moral: e Cristo tomou sobre Si as fraquezas da humanidade degenerada. Unicamente assim podia salvar o homem das profundezas da sua degradação – DTN. P.87 (edP.servir) È verdade que a dada altura, Cristo disse de si mesmo. … se aproxima o príncipe deste mundo, e nada tem em mim.” João 14:30 satanás encontra no coração do Homem algum ponto de apoio; algum desejo pecaminoso que é acariciado, através dos quais as suas tentações exercem o seu poder. Porém não conseguiu encontrar nada no filho do Deus que lhe permitisse obter vitória. Jesus não consentiu o pecado. Nem sequer através de um pensamento poderia ficar sob o poder das tentações de satanás. No entanto, sobre Cristo está escrito que ele foi tentado em todos os pontos tal como nós somos. Muitos defendem que por causa da natureza de Cristo, era impossivel as tentações de Satanás enfraquecerem-no ou vencerem-no. Então Cristo não poderia ser colocado na posição de Adão, percorrer o terreno onde Adão tropeçou e caiu; não poderia ter obtido a vitória que Adão não conseguiu obter. Se não fosse colocado numa posição tão dificil como aquela em que Adão se encontrou, não poderia redimir o erro de Adão. Se o homem tem, de qualquer forma, um conflito mais difícil de suportar que Cristo teve, então Cristo não é capaz de o socorrer quando for tentado. Cristo assumiu a humanidade com todas as suas responsabilidades. Ele assumiu a natureza do homem com a possibili- dade de ceder à tentação e confiou no poder divino para o guardar – General conference bulletin, 25 fev.1895 O filho de Deus viveu uma vida perfeita de obediência neste mundo, Precisamos de manter sempre em vista a autenticidade da humanidade de Cristo Jesus. Quando Cristo se tornou no nosso substituto e penhor, foi enquanto humano. Ele veio como homem e prestou a obediência da natureza humana ao único Deus verdadeiro. Ele não veio para nos mostrar o que Deus poderia fazer mas o que Deus realmente fez, e o que o homem (quando é) partici- pante da natureza divina, pode fazer. Foi a natureza humana de Cristo que suportou as tentações no deserto, não a sua natureza divina, Na sua natureza humana suportou a oposição dos pecadores contra si próprio. Ele viveu uma vida humana perfeita. Jesus é tudo para nós, ele diz-nos “…sem mim nada podeis fazer” João 15:5 Manuscript Releases, Vol 12, p344 A natureza de Cristo era uma combinação do divino e do humano, tendo todos os atributos de DEUS, Ele também representava as excelências da humanidade e mostrava que todos os que crêem em Cristo como salvador pessoal irão aperfeicoar um caráter à semelhança de Cristo e estarão qualificados a tornarem se coobreiros juntamente com Deus. Por preceito e exemplo, Ele eleva aqueles que estão corrompidos, pois através das virtudes de Jesus Cristo, tornou se filho de Deus. A sua vida é como a vida de Cristo e não falhará nem desanimará, porque é vitalizado pelo Espirito e pelo poder de Jesus Cristo. Cristo é o filho de Deus por obra, em verdade e em amor e é o representante do pai, assim como representante da raça humana . O seu braço trouxe salvação. Ele assumiu a humanidade, foi osso do nosso osso e carne da nossa carne e esteve sujeito a todas as tentações que atacariam o homem. Aqui Jesus passou pelo deserto da tentação e a provação que suportou foi cem vezes mais difícil do que a de Adão e Eva sofreram no Jardim do Éden. E ele suportara a tentação? Em Cristo estavam unidos o humano e o divino. A sua missão era reconcliar Deus com o homem, e o homem com Deus. A sua função era unir o finito ao infinito. Esta era a única forma mediante a qual o homem caído poderia ser exaltado pelos méritos do sangue de Cristo , a fim de ser participante da natureza divina. Assumira a natureza humana capacitou Cristo a compreender a natureza das provações do homem e todas as tentações que o cercam. – Panfleto redemption or the first Christ With His Life and Ministry, p.33 “…Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós,…” João 17:21 ” por isso mesmo convinha que em todas as coisas, se tornasse semelhante aos irmãs, para ser misericordioso e fiel sumo sacerdotenas coisas referentes a Deus e para fazer propiciação pelos pecados do povo” Heb 2:17 Em Romanos 8:3 e 4 Paulo declara corretamente que Jesus Cristo Possuía a mesma carne que nós, carne de pecado, carne na qual pecamos, na qual entretanto, ele não pecou; mas carregou nossos pecados nessa carne; por haver nascido na mesma família humana, Jesus é meu irmão na carne; “por cuja causa não se envergonha de lhes chamar irmãos” (Heb 2:11) Não era pecador, mas fez com que Deus o tratasse como um pecado, a fim de que nós, que eramos pecadores, pudessesmos ser tratados como se fossemos justos (isaias 53:4 e 5) Mas vindo e vivendo na carne, na pecaminosa carne, sem todavia pecar. Em Cristo Ele demonstrou que é possível, por sua graça e poder, resistir à tentação, vencer o pecado e viver uma vida sem pecado na pecaminosa carne. Pelo poder de quem viveu Cristo a vida perfeita? ” eu nada posso fazer de mim mesmo” S João 5:3 ” as palavras que eu vos digo não as digo por mim mesmo; mas o Pai que permanece em Mim, faz as suas obras S.João 14:10 Em sua humanidade, Cristo dependia tanto do poder divino para realizar as obras de Deus, como qualquer outro homem. Não empregou para viver uma vida santa nenhum outro meio que não esteja ao alcance de qualquer criatura humana. Por seu intermédio todos podem possuir em si a presença de Deus de modo que neles opere ” tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade” Filip 2:13, 1 S.João 4:15 EST.Bib CPB pag 116,117 Vi que muitos negligenciavam a preparação tão necessária, espe- rando que o tempo do “refrigério” e da “chuva serôdia” os habilitasse para estar em pé no dia do Senhor, e viver à Sua vista. Oh! quantos vi eu no tempo de angústia sem abrigo! Haviam negligenciado a ne- cessária preparação, e portanto não podiam receber o refrigério que todos precisam ter para os habilitar a viver à vista de um Deus santo. Os que recusam ser talhados pelos profetas, e deixam de purificar a alma na obediência da verdade toda, e se dispõe a crer que seu estado é muito melhor do que realmente é, chegarão ao tempo em que as pragas cairão, e hão de ver então que necessitam ser talhados e lavra- dos para o edifício. Não haverá, porém, tempo para o fazer, e nem Mediador para pleitear sua causa perante o Pai. Antes deste tempo sairá a declaração terrivelmente solene de que: “Quem é injusto, faça injustiça ainda; e quem está sujo, suje-se ainda; e quem é justo, faça justiça ainda; e quem é santo seja santificado ainda.” Vi que ninguém poderia participar do “refrigério” a menos que obtivesse a vitória sobre toda tentação, orgulho, egoísmo, amor ao mundo, e sobre toda má palavra e ação. Deveríamos, portanto, estar-nos aproximando mais e mais do Senhor, e achar-nos fervorosamente à procura daquela preparação necessária para nos habilitar a estar em pé na batalha do dia do Senhor. Lembrem todos que Deus é santo, e somente Entes SANTOS poderão estar perante perante um DEUS SANTO Teria sido uma quase infinita humilhação para o Filho de Deus, revestir-Se da natureza humana mesmo quando Adão permanecia em seu estado de inocência, no Éden. Mas Jesus aceitou a humanidade quando a raça havia sido enfraquecida por quatro mil anos de pecado. Como qualquer filho de Adão, aceitou os resultados da operação da grande lei da hereditariedade. O que estes resultados foram, manifesta-se na história de Seus ancestrais terrestres. Veio com essa hereditariedade para partilhar de nossas dores e tentações, e dar-nos o exemplo de uma vida impecável. — O Desejado de Todas as Nações, 49 Não devemos ter nenhuma dúvida quanto á perfeita impecabilidade da natureza humana de Cristo 5 ti 1131 Vencer o pecado Devem estar prontos e resolutos para assumirem posição pelo que é correto, sob todas as circunstâncias. Não podemos levar nossos hábitos errados conosco para o Céu, e a menos que os vençamos aqui, ele nos fecharão a habitação dos justos. Os hábitos maus, quando encontram oposição, oferecem a mais vigorosa resistência; mas se a luta é mantida com energia e perseverança, eles podem ser vencidos. A fim de formar hábitos corretos, devemos buscar a companhia de pessoas de moral íntegra e influência religiosa. — Testimonies for the Church 4:655. “Não sois de vós mesmos” — Cremos, sem nenhuma dúvida, que Cristo está para vir em breve. Isto não é uma fábula para nós; é uma realidade. […] Quando Ele vier, não nos purificará de nossos pecados, para remover de nós os defeitos de caráter, nem para curar- nos das fraquezas de nosso temperamento e disposição. Se acaso esta obra houver de ser efetuada em nós, sê-lo-á totalmente antes daquela ocasião. Quando o Senhor vier, os que são santos serão santos ainda. Os que houverem conservado o corpo e o espírito em santidade, em santificação e honra, receberão então o toque final da imortalidade. Mas os que são injustos, não santificados e sujos, assim permane- cerão para sempre. Nenhuma obra se fará então por eles para lhes remover os defeitos, e dar-lhes um caráter santo. […] Tudo isso deve ser realizado durante o tempo da graça. É agora que essa obra deve ocorrer em nós. […] Achamo-nos em um mundo avesso à justiça, à pureza de caráter e ao crescimento na graça. Para onde quer que olhemos, vemos corrupção e contaminação, deformidade e pecado. E qual é a obra que devemos empreender aqui antes de receber a imortalidade? É conservar nosso corpo santo, puro o nosso espírito, para que perma- neçamos incontaminados entre as corrupções tão comuns ao nosso redor nestes últimos dias. — Testimonies for the Church 2:355, 356. “Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus”. 1 Coríntios 6:19, 20. Não somos de nós mesmos. Fomos comprados por alto preço, os próprios sofrimentos e morte do Filho de Deus. Caso pudéssemos compreender isto, e o avaliássemos plenamente, experimentaríamos uma grande responsabilidade a repousar sobre nós quanto a manter- nos no melhor estado de saúde, a fim de prestar a Deus um serviço perfeito. Quando, porém, seguimos qualquer conduta que nos gasta a vitalidade, diminui a força ou obscurece o intelecto, pecamos contra Deus. Ao seguirmos tal conduta não O glorificamos no corpo e no espírito, que Lhe pertencem, mas estamos cometendo grande erro aos Seus olhos. — Testimonies for the Church 2:354. Vi que muitos negligenciavam a preparação tão necessária, espe- rando que o tempo do “refrigério” e da “chuva serôdia” os habilitasse para estar em pé no dia do Senhor, e viver à Sua vista. Oh! quantos vi eu no tempo de angústia sem abrigo! Haviam negligenciado a ne- cessária preparação, e portanto não podiam receber o refrigério que todos precisam ter para os habilitar a viver à vista de um Deus santo. Os que recusam ser talhados pelos profetas, e deixam de purificar a alma na obediência da verdade toda, e se dispõe a crer que seu estado é muito melhor do que realmente é, chegarão ao tempo em que as pragas cairão, e hão de ver então que necessitam ser talhados e lavra- dos para o edifício. Não haverá, porém, tempo para o fazer, e nem Mediador para pleitear sua causa perante o Pai. Antes deste tempo sairá a declaração terrivelmente solene de que: “Quem é injusto, faça injustiça ainda; e quem está sujo, suje-se ainda; e quem é justo, faça justiça ainda; e quem é santo seja santificado ainda.” Vi que ninguém poderia participar do “refrigério” a menos que obtivesse a vitória sobre toda tentação, orgulho, egoísmo, amor ao mundo, e sobre toda má palavra e ação. Deveríamos, portanto, estar-nos aproximando mais e mais do Senhor, e achar-nos fervorosamente à procura daquela preparação necessária para nos habilitar a estar em pé na batalha do dia do Senhor. Lembrem todos que Deus é santo, e que unicamente entes santos poderão morar em Sua presença. [72] Êxodo 15 – 26. dizendo: Se ouvires atentamente a voz do Senhor teu Deus, e fizeres o que é reto diante de seus olhos, e inclinares os ouvidos aos seus mandamentos, e guardares todos os seus estatutos, sobre ti não enviarei nenhuma das enfermidades que enviei sobre os egípcios; porque eu sou o Senhor que te sara. – Bíblia JFA OFFline êxodo 15 Romanos 6:1-6 “Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que seja a graça mais abundante? De modo nenhum! Como viveremos ainda no pecado, nós os que para ele morremos? Ou, porventura, ignorais que todos nós que fomos batizados em Cristo Jesus fomos batizados na sua morte? Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida. Porque, se fomos unidos com ele na semelhança da sua morte, certamente, o seremos também na semelhança da sua ressurreição, sabendo isto: que foi crucificado com ele o nosso velho homem, para que o corpo do pecado seja destruído, e não sirvamos o pecado como escravos;” (Romanos 6:1-6 RA) Precisamos ser guiados pela genuína teologia e o bom senso. Nossa alma necessita estar rodeada pela atmosfera do Céu. Homens e mulheres devem vigiar a si mesmos; estar de contínuo em guarda, não permitindo palavra ou ação que dê margem a alguém censurar suas boas intenções. O que professa ser seguidor de Cristo tem de vigiar a si mesmo, conservando-se puro e incontaminado em pensamento, palavra e ação.ória” (Cl 3:1-4; Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, p. 257, 258). A quem confessar? — Todos os que se esforçam por desculpar ou esconder seus pecados, permitindo que permaneçam nos livros do Céu, sem serem confessados e perdoados, serão vencidos por Satanás. Quanto mais exaltada for a sua profissão, e mais honrada a posição que ocupam, mais ofensiva é a sua conduta à vista de Deus, e mais certa é a vitória de seu grande adversário. Os que se retardam no preparo para o dia de Deus, não o poderão obter no tempo de. angústia, ou em qualquer ocasião subseqüente. O caso de todos estes é sem esperanças. — O Grande Conflito entre Cristo e Satanás, 620 Não se exige de você que faça confissão aos que não sabem de seu pecado e seus erros. Não é seu dever publicar uma confissão que levará os incrédulos a triunfarem; mas àqueles a quem é devido, que não se aproveitarão de seu erro, confesse em harmonia com a Palavra de Deus, e permita que eles orem por você, e Deus aceitará o seu empenho, e o sarará. Por amor de sua alma, deixe-se vencer pelos rogos para fazer obra cabal para a eternidade. Ponha de lado seu orgulho, sua vaidade, e aja corretamente. Volte ao redil. O Pastor o aguarda. Arrependa-se, e faça as primeiras obras, e volte ao favor de Deus. — Testimonies for the Church 2:2 Se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o Justo”. 1 João 2:1 Cristo condescendeu em colocar-Se à frente da humanidade para sofrer tentações e suportar as provas que a humanidade tem que sofrer e suportar. Tinha de conhecer o que a humanidade tem que sofrer da parte do inimigo caído, a fim de saber como socorrer os que são tentados. E Cristo foi feito nosso juiz. O Pai não é o juiz. Tampouco o são os anjos. Aquele que Se revestiu da humanidade e viveu neste mundo vida perfeita, será quem nos há de julgar. Só Ele pode ser nosso Juiz. Lembrar-nos-emos disso, irmãos? Lembrar-se-ão disso os pastores? E os pais e mães, se lembrarão? Cristo assumiu a humanidade para poder ser nosso Juiz. Nenhum de nós foi designado para julgar a outrem. Tudo o que podemos fazer é corrigir-nos. Exorto-lhes, em nome de Cristo, a obedecer à ordem que lhes dá, de nunca assumirem a atitude de juízes. Dia a dia me tem soado aos ouvidos esta mensagem: “É preciso descer do assento de juiz! Há que se ter mais humildade!” — Testimonies for the Church 9:185, 186. Deus não observa todos os pecados como sendo de igual magni- tude. Há graus de culpabilidade a Seus olhos tanto quanto aos olhos do homem finito. Conquanto este ou aquele erro possa ser insignifi- cante aos olhos do homem, não o é, porém, à vista de Deus. Nenhum pecado é pequeno à vista de Deus. Os pecados que o homem está dis- posto a considerar como pequenos podem ser precisamente aqueles que Deus considera como grandes crimes. O beberrão é desprezado e dele é dito que o seu pecado o excluirá do Céu, ao passo que o orgulho, o egoísmo e a cobiça seguem sem repreensão. Mas esses são pecados de modo especial ofensivos a Deus. Ele “resiste ao soberbo”, e Paulo diz que a cobiça é idolatria. Aqueles que estão fa- miliarizados com as denúncias contra a idolatria na Palavra de Deus, verão sem demora quão grave ofensa esse pecado é. — Testimonies for the Church 5:337. Quando, em sua angústia, Jacó lançou mão do Anjo, e com lágrimas suplicou, o Mensageiro celeste, a fim de provar-lhe a fé, lembrou-o também de seu pecado, e esforçou-se por escapar dele. Mas Jacó não quis demover-se. Apren- dera que Deus é misericordioso, e lançou-se à Sua misericórdia. Fez referência ao arrependimento de seu pecado, e implorou livramento. Ao rever a sua vida, foi impelido quase ao desespero; mas segurou firmemente o Anjo, e com brados ardorosos, aflitivos, insistiu em sua petição, até que prevaleceu. Tal será a experiência do povo de Deus em sua luta final com os poderes do mal. Deus lhes provará a fé, a perseverança, a confiança em Seu poder para os livrar. Satanás esforçar-se-á por aterrorizá-los com o pensamento de que seus casos são sem esperança; que seus pecados foram demasiado grandes para receberem perdão. Terão uma intuição profunda de seus fracassos; e, ao reverem a vida, perder-lhes-ão as esperanças. Lembrando-se, porém, da grandeza da misericórdia de Deus, e de seu próprio arrependimento sincero, alegarão Suas promessas feitas por meio de Cristo aos pecadores desamparados e arrependidos. Sua fé não faltará por não serem suas orações respondidas imediatamente. Apoderar-se-ão da força de Deus, assim como Jacó lançou mão do Anjo; e a expressão de sua alma será: “Não Te deixarei ir, se me não abençoares”. Gênesis 32:26. Se Jacó não se houvesse arrependido previamente do pecado de obter a primogenitura pela fraude, Deus não poderia ter ouvido sua oração e misericordiosamente preservado sua vida. Assim no tempo de angústia, se o povo de Deus houvesse de ter pecados não confessados, para aparecerem diante deles enquanto torturados pelo temor e angústia, abater-se-iam; o desespero lhes cortaria a fé, e não poderiam ter confiança para pleitearem com Deus seu livramento. Mas, conquanto tenham uma intuição profunda de sua indignidade, não terão faltas ocultas a revelar. Seus pecados ter-se-ão apagado pelo sangue expiatório de Cristo, e eles não os podem trazer à lembrança. Satanás leva muitos a crer que Deus não tomará em consideração a sua infidelidade nas menores coisas da vida; mas o Senhor mostra em Seu trato com Jacó que Ele não pode de maneira alguma sanci- onar ou tolerar o mal. Todos os que se esforçam por desculpar ou esconder seus pecados, e permitem que eles permaneçam nos livros do Céu, sem serem confessados ou perdoados, serão vencidos por Satanás. Quanto mais exaltada for a sua profissão, e mais honrada a posição que ocupam, mais ofensiva é a sua conduta aos olhos de Deus, e mais certo a vitória do grande adversário. Contudo, a história de Jacó é uma segurança de que Deus não repelirá aqueles que foram atraídos ao pecado, mas que voltaram a Ele com verdadeiro arrependimento. Foi pela entrega de si mesmo e por uma fé tranqüilizadora que Jacó alcançou o que não conseguira ganhar com o conflito em sua própria força. Deus assim ensinou a [139] Seu servo que o poder e a graça divina unicamente lhe poderiam dar a bênção que ele desejava com ardor. De modo semelhante será com aqueles que vivem nos últimos dias. Ao rodearem-nos os perigos, e ao apoderar-se da alma o desespero, devem confiar unicamente nos méritos da obra expiatória. Nada podemos fazer de nós mesmos. Em toda a nossa desajudada indignidade, devemos confiar nos méritos do Salvador crucificado e ressuscitado. Ninguém jamais perecerá enquanto fizer isto. A lista longa e negra de nossos delitos está diante dos olhos do Ser infinito. O registro é completo; nenhuma de nossas ofensas é esquecida. Aquele, porém, que ouviu os clamores de Seus servos na antiguidade, ouvirá a oração da fé, e perdoará as nossas transgressões. Ele o prometeu, e cumprirá a Sua palavra. Jacó prevaleceu porque foi perseverante e resoluto. Sua experi- ência testifica do poder da oração insistente. É agora que devemos aprender esta lição de oração que prevalece, de uma fé que não cede. As maiores vitórias da igreja de Cristo, ou do cristão em particular, não são as que são ganhas pelo talento ou educação, pela riqueza ou favor dos homens. São as vitórias ganhas na sala de audiência de Deus, quando uma fé cheia de ardor e agonia lança mão do braço forte da oração. Aqueles que não estiverem dispostos a abandonar todo o pecado e buscar fervorosamente a bênção de Deus, não a obterão. Mas todos os que lançarem mão das promessas de Deus, como fez Jacó, e forem tão fervorosos e perseverantes como ele o foi, serão bem-sucedidos como ele. “E Deus não fará justiça a Seus escolhidos, que clamam a Ele de dia e de noite, ainda que tardio para com eles? Digo-vos que [140] depressa lhes fará justiça”. Lucas 18:7, 8. verdadeira santificação consiste na harmonia com Deus, na imitação de Seu caráter. Essa harmonia e semelhança são alcançadas pela obediência aos princípios que são a transcrição de Seu caráter. E o sábado é o sinal da obediência. Aquele que de coração obedecer ao quarto mandamento, obedecerá toda a lei. Será santificado pela obediência. A nós, como a Israel, o sábado é dado “em concerto perpétuo”. Êxodo 31:16. Para os que reverenciam o Seu santo dia, o sábado é um sinal de que Deus os reconhece como Seu povo eleito, o penhor de que cumprirá Sua parte no concerto. Qualquer pessoa que aceitar esse sinal do governo de Deus, coloca-se a si mesma sob o concerto divino e perpétuo. Liga-se assim à áurea cadeia da obediência, cada elo da qual representa uma promessa. — Testimonies for th Testimonies for the Church 6:349, 350. Jesus morreu, não para salvar o homem em seus pecados, mas de seus pecados. Deve o homem abandonar o erro de seus caminhos, para seguir o exemplo de Cristo, tomando a Sua cruz e seguindo-O, negando a si mesmo e obedecendo a Deus custe o que custar. […] Sob a direção do Espírito Santo, o intelecto que se consagra sem reservas a Deus desenvolve-se harmonicamente, e é fortalecido para compreender e cumprir o que Deus requer. O caráter fraco e vacilante muda-se em outro forte e firme. A devoção contínua estabelece uma relação tão íntima entre Jesus e Seu discípulo, que o cristão se torna como Ele em espírito e caráter” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 251). Consenso na igreja Alguns dos conselhos deste capítulo foram dados pela Sra. White numa reunião onde estavam obreiros de diversos países, lín- guas e costumes. Alguns desses obreiros antes haviam adotado a posição de que os conselhos que o Senhor enviara a Seu povo através de Ellen G. White só tinha aplicação no país a que ela pertencia.] Se formos a Cristo com a simplicidade da criança que se dirige aos pais terrestres, e Lhe pedirmos as coisas que nos prometeu, crendo que as receberemos, tê-las-emos. Se todos exercêssemos fé como deveríamos, seríamos abençoados com o Espírito Santo de Deus em medida muito maior do que a já por nós recebida em nossas reuniões. Alegra-me que ainda nos restam alguns dias para o término dessas reuniões. Porque esta é a pergunta que surge: Iremos nós à fonte para beber? Darão o exemplo os que ensinam a Verdade? Deus por nós fará grandes coisas se, com fé, nos apegarmos à Sua Palavra. Que possamos ver aqui todos os corações se humilhando perante Deus! Desde o início dessas reuniões, me senti fortemente inclinada a abordar os assuntos do amor e da fé. E assim é porque vocês necessitam deste testemunho. Alguns dos que vieram trabalhar nes- tes territórios missionários têm dito: “A senhora não compreende o povo francês; não compreende os alemães. Eles precisam ser tratados desta ou daquela maneira.” Pergunto, porém: Não os compreenderá Deus? Não é Ele que a Seus servos dá uma mensagem para as pessoas? Ele sabe exatamente o que necessitam; e se a mensagem vem diretamente dEle, por in- termédio de Seus servos para o povo, cumprirá a obra que lhe foi designada; todos serão unificados em Cristo. Embora alguns sejam arraigadamente franceses, outros entranhadamente alemães e ou- tros profundamente americanos, todos chegarão a ser identicamente semelhantes a Cristo. Não temos seis modelos para copiar, nem cinco; temos apenas um: Jesus Cristo. Se os irmãos italianos, franceses e alemães tenta- rem ser iguais a Ele, colocarão os pés sobre o mesmo fundamento da verdade; o mesmo espírito que anima um animará o outro — Cristo neles, a esperança da glória. Eu os exorto, irmãos e irmãs, a não erguerem um muro de separação entre as diferentes nacionalidades. Ao contrário, tratem de derribá-lo, onde existir. Devemos esforçar- nos por levar todos à harmonia que há em Jesus, trabalhando em prol do objetivo único — a salvação dos nossos semelhantes. Meus irmãos no ministério, irão apossar-se das ricas promessas de Deus? Porão de parte o eu e deixarão que Jesus apareça? Antes que Deus possa atuar por seu intermédio, o eu precisa morrer. Fico alarmada ao ver o eu manifestar-se num e noutro, aqui e ali. Em nome de Jesus de Nazaré, eu lhes declaro que sua vontade tem de morrer; ela deve se transformar na vontade de Deus. Ele lhes quer depurar e purificar de toda mácula. Existe uma grande obra para ser feita em seu favor antes de serem revestidos do poder de Deus. Rogo-lhes que se aproximem dEle, a fim de reconhecerem Suas ricas bênçãos, antes de findar esta reunião. — Testimonies for the [296] Church 9:179-182. Nem todos os que professam guardar o sábado serão selados. Muitos há, mesmo entre os que ensinam a verdade a outros, que não receberão na testa o selo de Deus. Tinham a luz da verdade, souberam a vontade de seu Mestre, compreenderam todos os pontos de nossa fé, mas não tiveram as obras correspondentes. Aqueles que estiveram tão familiarizados com as profecias e com os tesouros da sabedoria divina, deveriam ter agido de conformidade com sua fé. Deveriam ter dirigido sua casa segundo os mesmos princípios, para que por meio de uma família bem ordenada pudessem apresentar ao mundo a influência da verdade no coração humano. Por sua falta de consagração e piedade, e por deixarem de alcan- çar uma norma religiosa elevada, levam outros a contentarem-se com sua posição. Homens de juízo finito não podem ver que, imitando esses homens que tantas vezes lhes abriram os tesouros da Palavra de Deus, certamente hão de pôr em perigo sua salvação. Jesus é o único modelo verdadeiro. Cada qual tem de agora estudar a Bíblia por si mesmo, de joelhos perante Deus, com o coração humilde e dócil de uma criança, se quiser saber o que é que o Senhor dele requer. Por muito alto que qualquer pastor tenha estado no favor de Deus, se negligenciar seguir a luz que lhe é dada por Deus, se se recusar a ser ensinado como uma criancinha, entrará em trevas e enganos satânicos, e levará outros para o mesmo caminho. Nenhum de nós jamais receberá o selo de Deus, enquanto o caráter tiver uma nódoa ou mácula sequer. Cumpre-nos remediar os defeitos de caráter, purificar de toda a contaminação o templo da alma. Então a chuva serôdia cairá sobre nós, como caiu a temporã sobre os discípulos no dia de Pentecostes. […] Ninguém necessita dizer que não há esperança para o seu caso, e que não pode viver a vida de cristão. Mediante a morte de Cristo, amplas providências foram tomadas em favor de cada pessoa. Jesus é o nosso auxílio sempre presente em tempo de necessidade. Tão- somente O invoque com fé, e Ele prometeu ouvir e atender suas petições. Sim, fé viva e eficaz! Dela necessitamos; devemos possuí-la, ou desfaleceremos e fracassaremos no dia da prova. As trevas que hão de cair em nosso caminho não deverão desanimar-nos nem levar-nos ao desespero. É o véu com que Deus cobre Sua glória, ao vir Ele para comunicar Suas ricas bênçãos. Deveríamos saber isso por nossa experiência passada. No dia em que Deus tiver uma contenda com o Seu povo, essa experiência será uma fonte de conforto e esperança. É agora que devemos conservar-nos e a nossos filhos inconta- minados do mundo. É agora que devemos lavar as vestes de nosso caráter, tornando-as alvas no sangue do Cordeiro. Agora é que deve- mos vencer o orgulho, as paixões, e a indolência espiritual. Agora e que devemos despertar e fazer decididos esforços para dar simetria Não devemos copiar a vida de nenhum ser humano. Não existe ser humano bastante sábio para ser nosso critério. Devemos olhar ao homem Cristo Jesus, que é completo na perfeição da justiça e santidade. É Ele o autor e consumador de nossa fé. Ele é o Homem-modelo. Sua experiência é a medida da experiência que devemos alcançar. Seu caráter é nosso modelo. Desviemos, pois, nossos pensamentos das perplexidades e dificuldades desta vida, e os concentremos nEle, a fim de que, contemplando, sejamos transformados em Sua semelhança. Podemos contemplar a Cristo com bom resultado. Podemos com segurança olhar para Ele, pois é onisciente. Ao olharmos para Ele e nEle pensarmos, Ele será formado em nós, a esperança da glória. … Muitos não compreendem o que devem ser a fim de viverem à vista do Senhor sem um sumo sacerdote no santuário, durante o tempo de angústia. Os que hão de receber o selo do Deus vivo, e ser protegidos, no tempo de angústia, devem refletir completamente a imagem de Jesus. – PE, 70. Suas vestes devem estar imaculadas, o caráter liberto de pecado, pelo sangue da aspersão. Mediante a graça de Deus e seu próprio esforço diligente, devem eles ser vencedores na batalha contra o mal. Enquanto o j~ de investigação prosseguir no Céu, enquanto os pecados dos crentes arrependidos estão sendo removidos do santuário, deve haver. uma obra especial de purificação, ou de afastamento de pecado, entre o povo de Deus na Terra. – GC, 424@. Vi que muitos negligenciavam a preparação tão necessária, esperando que o tempo do “refrigério” e da “chuva serôdia” os habilitasse para estar era pé no dia do Senhor, e viver à Sua vista. Oh, quantos vi eu no tempo de angústia sem abrigo! Haviam negligenciado a necessária preparação, e portanto não podiam receber o refrigério que todos precisam ter para os habilitar a viver à vista de um Deus santo. Os que recusam ser talhados pelos profetas, e deixam de purificar a alma na obediência da verdade toda, e se dispõem a crer que seu estado é muito melhor do que realmente é, chegarão ao tempo em que as pragas cairão, e hão de ver então que necessitam ser talhados e lavrados para o edifício. … Vi que ninguém poderia participar do “refrigério” a menos que obtivesse a vitória sobre toda tentação, orgulho, egoísmo, amor ao mundo, e sobre toda má palavra e ação. De- veríamos, portanto, estar-nos aproximando mais e mais do Senhor, e achar-nos fervorosamente à procura daquela preparação necessária para nos habilitar a estar em pé na bata- lha do dia do Senhor. Lembrem todos que Deus é santo, e que unicamente entes santos poderão morar em Sua presença. – PE, 71. Ano Bíblico: Ezeq. 21-23. – Juvenis: S. Mat. 23. TPortanto, irmãos, procurai fazer cada vez mais firme a vossa vocação e eleição; porque, fazendo isto, nunca jamais tropeçareis. 2 Pedro 1:10 Mas vòs sois a geração eleita, o sacerdòcio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz; igreja talvez pareça como prestes a cair, mas não cairá. Ela permanece, ao passo que os pecadores de Sião serão lançados fora no joeiramento – a palha separada do trigo precioso. É esse um transe terrível, não obstante importa que tenha lugar. Ninguém senão os que venceram pelo sangue do Cordeiro e a palavra de seu testemunho será encontrado com os leais e fiéis, sem mácula nem ruga de pecado, sem engano em sua boca. Precisamos despojar-nos de nossa própria justiça e revestir-nos da justiça de Cristo” (Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 380). Cumpre realizarmos a obra de moldar o caráter segundo o modelo divino. Todos os hábitos maus têm que ser renunciados. Os impuros precisam tornar-se puros de coração; o egoísta tem que abandonar seu egoísmo; o orgulhoso, livrar-se do orgulho; o presumido, vencer a confiança em si mesmo, e reconhecer que ele não é coisa alguma sem Cristo. Cada um de nós será duramente tentado; nossa fé será provada ao máximo. … “Que ninguém que declare ser depositário da lei de Deus se vanglorie com o pensamento de que o respeito que mostram externamente para com os mandamentos de Deus os preservará do exercício da justiça divina. Que ninguém se recuse a ser reprovado pela prática do mal, nem acuse os servos de Deus de serem excessivamente zelosos ao procurar limpar das obras más o acampamento. Um Deus que odeia o pecado apela aos que se declaram guardadores de Sua lei a que se afastem de toda iniquidade” (Ellen G. White, Profetas e Reis, p. 416). Aos que se acham seguros em suas realizações, e que se julgam ricos em conhecimento espiritual, é difícil receber a mensagem que declara que estão enganados e necessitados de todas as virtudes espirituais. O coração não santificado é “enganoso […] mais do que todas as coisas, e perverso” (Jr 17:9). Vi que muitos estão se vangloriando de ser bons cristãos, os quais não têm um raio de luz de Cristo. Não têm por si mesmos uma viva experiência na vida religiosa. Necessitam de profunda e completa obra de humilhação de si mesmos diante de Deus, antes de experimentarem sua verdadeira necessidade de diligente e perseverante esforço para obter as preciosas virtudes do Espírito. Deus guia Seu povo passo a passo avante. A vida cristã é uma contínua batalha, uma marcha constante. Não há descanso nessa luta. É por meio de constante, incessante esforço, que mantemos a vitória sobre as tentações de Satanás. Estamos, como um povo, triunfando na clareza e força da verdade. Somos plenamente apoiados em nossos pontos de fé por uma avassaladora quantidade de claros testemunhos bíblicos. Carecemos muito, porém, da humildade, paciência, fé, amor e abnegação, vigilância e espírito de sacrifício bíblicos. Precisamos cultivar a santidade da Bíblia. O pecado domina entre o povo de Deus. A evidente mensagem de repreensão aos laodiceanos não é acolhida. Muitos se apegam às suas dúvidas e aos seus pecados cultivados, enquanto se encontram em tão grande engano que dizem e sentem que não necessitam de nada. Pensam que não é necessário o testemunho do Espírito de Deus em reprovação, ou que não se refere a eles. Esses estão na maior necessidade da graça de Deus e de discernimento espiritual, para que descubram sua deficiência no conhecimento espiritual. Faltam-lhes quase todos os requisitos necessários ao aperfeiçoamento do caráter cristão. Não têm conhecimento prático da verdade bíblica, que leva à humildade de vida e à conformidade de sua vontade com a vontade de Cristo. Não estão vivendo em obediência a todas as reivindicações divinas (Testemunhos Para a Igreja, v. 3, p. 253, 254). Ninguém precisa deixar de alcançar em sua esfera a perfeição do caráter cristão. Pelo sacrifício de Cristo, foi tomada providência para que o crente receba todas as coisas que dizem respeito à vida e piedade. Deus nos convida a alcançar a norma da perfeição e põe diante de nós o exemplo do caráter de Cristo. O Salvador mostrou, por meio de Sua humanidade consumada por uma vida de constante resistência ao mal, que, com a cooperação da Divindade, os seres humanos podem alcançar nesta vida a perfeição de caráter. Essa é a certeza que Deus nos dá de que também nós podemos alcançar a vitória completa (Atos dos Apóstolos, p. 531).




Sismo de Lisboa de 1755

Gravura em cobre alusiva ao terramoto de 1755 em Lisboa
O sismo de 1755, também conhecido por Terramoto de 1755 ou Terramoto de Lisboa, ocorreu no dia 1 de Novembro de 1755, resultando na destruição quase completa da cidade de Lisboa, e atingindo ainda grande parte do litoral do Algarve. O sismo foi seguido de um tsunami – que se crê tenha atingido a altura de 20 metros – e de múltiplos incêndios, tendo feito certamente mais de 10 mil mortos (há quem aponte muitos mais[1]). Foi um dos sismos mais mortíferos da História, marcando o que alguns historiadores chamam a pré-história da Europa Moderna. Os geólogos modernos estimam que o sismo de 1755 atingiu a magnitude 9 na escala de Richter.

O terramoto de Lisboa teve um enorme impacto político e sócio-económico na sociedade portuguesa do século XVIII, dando origem aos primeiros estudos científicos do efeito de um sismo numa área alargada, marcando assim o nascimento da moderna Sismologia. O acontecimento foi largamente discutido pelos filósofos iluministas, como Voltaire, inspirando desenvolvimentos significativos no domínio da teodiceia e da filosofia do sublime.

O terramoto
O terramoto fez-se sentir na manhã de 1 de Novembro de 1755 às 9:30[1] ou 9:40 da manhã,[2] dia que coincide com o feriado do Dia de Todos-os-Santos.

O epicentro não é conhecido com precisão, havendo diversos sismólogos que propõem locais distanciados de centenas de quilómetros. No entanto, todos convergem para um epicentro no mar, entre 150 a 500 quilómetros a sudoeste de Lisboa. Devido a um forte sismo, ocorrido em 1969 no Banco de Gorringe, este local tem sido apontado como tendo forte probabilidade de aí se ter situado o epicentro em 1755. A magnitude pode ter atingido 9 na escala Richter.[1]

Relatos da época afirmam que os abalos foram sentidos, consoante o local, durante entre seis minutos a duas horas e meia, causando fissuras enormes de que ainda hoje há vestígios em Lisboa. O padre Manuel Portal é a mais rica e completa fonte sobre os efeitos do terramoto, tendo descrito, detalhadamente e na primeira pessoa, o decurso do terramoto e a vida lisboeta nos meses que se seguiram. A intensidade do terramoto em Lisboa e no cabo de São Vicente estima-se entre X-XI na escala de Mercalli.[3] Com os vários desmoronamentos os sobreviventes procuraram refúgio na zona portuária e assistiram ao recuo das águas, revelando o fundo do mar cheio de destroços de navios e cargas perdidas. Poucas dezenas de minutos depois, um tsunami, que atualmente se supõe ter atingido pelo menos seis metros de altura,[1] havendo relatos de ondas com mais de 10 metros, fez submergir o porto e o centro da cidade, tendo as águas penetrado até 250 metros.[3] Nas áreas que não foram afetadas pelo tsunami, o fogo logo se alastrou, e os incêndios duraram pelo menos cinco dias. Todos tinham fugido e não havia quem o apagasse.

O tsunami

Localização potencial do epicentro do terramoto de 1755 e tempos de chegada do tsunami, em horas após o sismo
Lisboa não foi a única cidade portuguesa afectada pela catástrofe. Todo o sul de Portugal, sobretudo o Algarve, foi atingido e a destruição foi generalizada. Além da destruição causada pelo sismo, o tsunami que se seguiu destruiu no Algarve fortalezas costeiras e habitações, registando-se ondas com até 30 metros de altura.[1] As ondas de choque do sismo foram sentidas por toda a Europa e norte da África. As cidades marroquinas de Fez e Meknès sofreram danos e perdas de vida consideráveis.[1] Os maremotos originados pela movimentação tectónica varreram locais desde do norte de África (como Safim e Agadir[3]) até ao norte da Europa, nomeadamente até à Finlândia (através de seichas[1]) e através do Atlântico, afectando os Açores e a Madeira e locais tão longínquos como Antígua, Martinica e Barbados.[1] Diversos locais em torno do golfo de Cádis foram inundados:[3] o nível das águas subiu repentinamente em Gibraltar e as ondas chegaram até Sevilha através do rio Guadalquivir, Cádis, Huelva e Ceuta.[1]

De uma população de 275 mil habitantes em Lisboa, crê-se que 90 mil morreram[2], 900 das quais vitimadas directamente pelo tsunami.[3] Outros 10 mil foram vitimados em Marrocos. Cerca de 85% das construções de Lisboa foram destruídas, incluindo palácios famosos e bibliotecas, conventos e igrejas, hospitais e todas as estruturas. Várias construções que sofreram poucos danos pelo terramoto foram destruídas pelo fogo que se seguiu ao abalo sísmico, causado por lareiras de cozinha, velas e mais tarde por saqueadores em pilhagens dos destroços.[1]

A recém-construída Casa da Ópera, aberta apenas seis meses antes, foi totalmente consumida pelo fogo. O Palácio Real, que se situava na margem do Tejo, onde hoje existe o Terreiro do Paço, foi destruído pelos abalos sísmicos e pelo tsunami. Dentro, na biblioteca, perderam-se 70 mil volumes e centenas de obras de arte, incluindo pinturas de Ticiano, Rubens e Correggio. O precioso Arquivo Real com documentos relativos à exploração oceânica e outros documentos antigos também foram perdidos. O terramoto destruiu ainda as maiores igrejas de Lisboa, especialmente a Catedral de Santa Maria, e as Basílicas de São Paulo, Santa Catarina, São Vicente de Fora e a da Misericórdia. As ruínas do Convento do Carmo ainda hoje podem ser visitadas no centro da cidade. O túmulo de Nuno Álvares Pereira, nesse convento, perdeu-se também. O Hospital Real de Todos os Santos foi consumido pelos fogos e centenas de pacientes morreram queimados. Registos históricos das viagens de Vasco da Gama e Cristóvão Colombo foram perdidos, e incontáveis construções foram arrasadas (incluindo muitos exemplares da arquitectura do período Manuelino em Portugal).

O dia seguinte

Ruínas do Convento do Carmo, Lisboa
A família real escapou ilesa à catástrofe. O Rei D. José I e a corte tinham deixado a cidade depois de assistir a uma missa ao amanhecer, encontrando-se em Santa Maria de Belém, nos arredores de Lisboa, na altura do terramoto. A ausência do rei na capital deveu-se à vontade das princesas de passar o feriado fora da cidade. Depois da catástrofe, D. José I ganhou uma fobia a recintos fechados e viveu o resto da sua vida num complexo luxuoso de tendas no Alto da Ajuda, denominado como Real Barraca da Ajuda, em Lisboa.

Tal como o rei, o Marquês de Pombal, Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra e futuro primeiro-ministro, sobreviveu ao terramoto. Com o pragmatismo que caracterizou a sua futura governação, ordenou ao exército a imediata reconstrução de Lisboa. Conta-se que à pergunta “E agora?” respondeu “Enterram-se os mortos e cuidam-se os vivos” mas esse diálogo é provavelmente apócrifo.[carece de fontes?] A sua rápida resolução levou a organizar equipas de bombeiros para combater os incêndios e recolher os milhares de cadáveres para evitar epidemias.

O ministro e o rei encomendaram aos arquitectos e engenheiros reais, e em menos de um ano depois do terramoto já não se encontravam em Lisboa ruínas e os trabalhos de reconstrução iam adiantados. O rei desejava uma cidade nova e ordenada e grandes praças e avenidas largas e rectilíneas marcaram a planta da nova cidade. Reza a lenda ter sido à época perguntado ao Marquês de Pombal para que serviam ruas tão largas, ao que este respondeu que um dia hão-de achá-las estreitas….

O novo centro da cidade, hoje conhecido por Baixa Pombalina é uma das zonas nobres da cidade. Serão dos primeiros edifícios mundiais a serem construídos com protecções à prova de sismos (antí-sismicas),[carece de fontes?] que foram testadas em modelos de madeira, utilizando-se tropas a marchar para simular as vibrações sísmicas.

Impacto na sociedade
“O dia primeiro do corrente ficará memorável a todos os séculos pelos terramotos e incêndios que arruinaram uma grande parte desta Cidade.”
— Gazeta de Lisboa, Novembro de 1755.
O terramoto de Lisboa abalou muito mais que a cidade e os seus edifícios. Lisboa era a capital de um país católico, com grande tradição de edificação de conventos e igrejas e empenhado na evangelização das suas colónias. O facto do terramoto ocorrer em dia santo e destruir várias igrejas importantes levantou muitas questões religiosas por toda a Europa. Para a mentalidade religiosa do século XVIII, foi uma manifestação da ira divina de difícil explicação.

Na política, o terramoto foi também devastador. O ministro do Rei Dom José I, o Marquês de Pombal era favorito do rei, mas não do agrado da alta nobreza, que competia pelo poder e favores do monarca. Depois de 1 de Novembro, a eficácia da resposta do Marquês do Pombal (cujo título lhe é atribuído em 1770) garante-lhe um maior poder e influência perante o rei, que também aproveita para reforçar o seu poder e consolidar o Absolutismo.

Isto leva a um descontentamento da aristocracia que iria culminar na tentativa de regicídio e na subsequente eliminação dos Távoras. Para além do agravamento das tensões políticas em Portugal, a destruição da cidade de Lisboa frustrou muitas das ambições coloniais do Império Português de então.

O terramoto e a filosofia iluminista

“Marquês de Pombal” e a cidade de Lisboa, de Louis-Michel van Loo (1707-1771) e Claude-Joseph Vernet (1714-1789), Museu da Cidade, Lisboa
O ano de 1755 insere-se numa era fulcral de uma grande transformação social: a Revolução Industrial, o Iluminismo, o Capitalismo lançam as bases de uma sociedade moderna em alguns países da Europa Ocidental. O terramoto influenciou de forma determinante muitos pensadores europeus do Iluminismo. Foram muitos os filósofos que fizeram menção ou aludiram ao terramoto nos seus escritos, dos quais se destaca Voltaire, no seu Candide e no Poème sur le désastre de Lisbonne (“Poema sobre o desastre de Lisboa”). A arbitrariedade da sobrevivência foi, provavelmente, o que mais marcou o autor, que satirizou a ideia, defendida por autores como Gottfried Wilhelm Leibniz e Alexander Pope, de que “este é o melhor dos mundos possíveis”; como escreveu Theodor Adorno, o terramoto de Lisboa foi suficiente para Voltaire refutar a teodiceia de Leibniz” (Negative Dialectics, 361). Mais tarde, no século XX, também citando Adorno, o terramoto passou a ser comparado ao Holocausto – uma catástrofe de tais dimensões que só poderia ter um impacto profundo e transformador na cultura e filosofia europeias. Esta interpretação de Theodor Adorno serve de ilustração à sua interpretação da história, que é bastante crítica da sociedade moderna e associada a uma visão ideológica não muito distante do marxismo.

Ruínas de Lisboa. Após o terramoto os sobreviventes viveram em tendas nos arredores da cidade, como ilustra esta gravura alemã de 1755.
O conceito do sublime, embora já tivesse sido formulado antes de 1755, foi desenvolvido na Filosofia e elevado a tema de maior importância por Immanuel Kant, em parte como resultado das suas tentativas para compreender a enormidade do terramoto de Lisboa e do tsunami. Kant publicou três textos distintos sobre o terramoto. O jovem Kant, fascinado com o fenómeno, reuniu toda a informação que conseguiu sobre o desastre, através de notícias impressas, servindo-se desses dados para formular uma teoria relacionada com a origem dos sismos. A teoria de Kant, que envolvia o deslocamento de enormes cavernas subterrâneas insufladas por gases a alta temperatura, foi, ainda que mais tarde se mostrasse falsa, uma das primeiras tentativas sistematizadas a tentar explicar os sismos através de causas naturais, em vez de causas sobrenaturais. De acordo com o filósofo marxista Walter Benjamin, o pequeno caderno de Kant sobre o assunto representa, provavelmente, o início da Geografia científica na Alemanha. O mesmo autor chega a afirmar: “E foi, certamente, o início da Sismologia” (frase essa que é mais controversa – talvez o início da Sismologia moderna tenha começado mesmo em Portugal com os estudos incentivados pelo Marquês de Pombal).

O pensador pós-moderno Werner Hamacher chega a defender a tese de que as consequências do terramoto se estenderam ao vocabulário da Filosofia, transtornando as metáforas da “fundamentação” e dos “fundamentos” das teorias filosóficas, mostrando como estes podem ser facilmente “abalados” pela incerteza: “Sob a impressão exercida pelo terramoto de Lisboa, que tocou a mentalidade europeia numa das suas épocas mais sensíveis, as metáforas da fundamentação (“ground” = chão, em inglês) e dos abalos perderam totalmente a sua inocência aparente; deixavam de ser meras figuras de estilo” (pág. 263). Hamacher defende mesmo que a certeza fundadora da filosofia de Descartes sofreu um considerável abalo após o terramoto.

O nascimento da sismologia

Gaiola pombalina, modelo da estrutura anti-sísmica desenvolvida na reconstrução da Baixa Pombalina
A competência do ministro não se limitou à acção de reconstrução da cidade. O Marquês do Pombal ordenou um inquérito, enviado a todas as paróquias do país para apurar a ocorrência e efeitos do sismo. O questionário incluía as seguintes questões:

Quanto tempo durou o sismo?
Quantas réplicas se sentiram?
Que tipo de danos causou o sismo?
Os animais tiveram comportamento estranho?
Que aconteceu nos poços?
As respostas estão ainda arquivadas na Torre do Tombo. Através das respostas do inquérito foi possível aos cientistas da actualidade recolherem dados fiáveis e reconstituírem o fenómeno numa perspectiva científica. O inquérito do Marquês do Pombal foi a primeira iniciativa de descrição objectiva no campo da sismologia, razão pela qual é considerado um precursor da ciência da sismologia.

As causas geológicas do terramoto e da atividade sísmica na região de Lisboa são ainda causa de debate científico, existindo indícios geológicos da ocorrência de grandes abalos sísmicos com uma periodicidade de aproximadamente 300 anos. Lisboa encontra-se junto de uma falha tectónica, mas a grande maioria dos sismos tão intensos como o terramoto de 1755 só acontece nas zonas de fronteira entre placas. Alguns geólogos portugueses avançaram a ideia de que o terramoto estaria relacionado com a zona de subducção do oceano Atlântico, entre as placas tectónicas euro-asiática e africana[carece de fontes?].



Em meio ao Oriente Médio, várias nações enfrentam situações de guerras constantes. O Iraque não foge a regra.O mais interessante desta nação é o seu contexto dentro do monoteísmo judaico, cristão e islâmico.
Mesopotâmia. A região, desde tempos imemoriais tornada fértil pela confluência dos rios Tigre e Eufrates, evoca o princípio da civilização humana, que por lá começou com os Sumérios, há cerca de cinco mil anos. Mas também a mítica Babilónia e a grandeza dos Assírios; a invenção da roda e da escrita; a primeira compilação de leis (o Código de Hammurabi) e a criação da poesia. Algures por ali situa a Bíblia o Paraíso Terrestre. Dali partiu Abraão, o pai dos crentes.

Só mais tarde, muito mais tarde, vieram os Persas e Alexandre, «o Grande». Os Árabes entraram em cena já no século VII da nossa era, para fazerem de Bagdade, mesmo no centro, a capital de um califado que nos legou todo o seu esplendor nas «Mil e Uma Noites». No século XVI, o sultão otomano Suleimão, «o Magnífico», apossou-se da cidade. Com um breve interregno, os turco-otomanos manter-se-iam senhores da zona até à Primeira Guerra Mundial.

Em 1921, Bagdade torna-se a capital de um estado independente.

Curiosidades que envolvem o Iraque.

O Jardim do Éden era no Iraque.

A Mesopotâmia, onde agora é o Iraque, foi o berço da civilização.

Noé construiu a Arca no Iraque.

A Torre de Babel ficava no Iraque.

Abraão era de Ur, que ficava no sul do Iraque.

A esposa de Isaac, Rebeca, era de Nahor, que ficava no Iraque.

Jacó encontrou-se com Raquel no Iraque.

Jonas rezou em Nínive, que ficava no Iraque.

A Assíria, que ficava no Iraque, conquistou as dez tribos de Israel.

A Babilônia, que ficava no Iraque, destruiu Jerusalém.

Daniel esteve na cova dos leões. Onde? No Iraque!

Baltazar, rei da Babilônia, viu a escrita na parede no Iraque.

Nabucodonosor, rei da Babilônia, carregou os judeus prisioneiros através do Iraque.

Ezequiel fez suas orações no Iraque.

Os Reis Magos eram do Iraque.

Pedro também fez orações no Iraque.

O “o maior Império dominante era no Iraque.

Depois de Israel, qual é a terra mais mencionada na Bíblia? Iraque, que na Bíblia corresponde a nomes como Babilônia, terra de Shinar, Mesopotâmia.

A palavra Mesopotâmia significa “entre dois rios”, mais exatamente entre os rios Tigre e Eufrates.

O nome Iraque significa “País com Raízes Profundas”.

Certamente o Iraque é um país com raízes profundas e de enorme importância na Bíblia.
Para aqueles que são informados unicamente pela imprensa do imperialismo, a notícia da retirada de parte do exército genocida do USA do território iraquiano soará apenas como mais uma notícia. Mas para quem busca a verdade nos fatos, é um momento oportuno para lembrar da destruição total — material e cultural — de um dos mais importantes patrimônios históricos e arqueológicos da humanidade: o Iraque. Um país do Oriente Médio, berço de uma cultura milenar, que cometeu o “pecado” de possuir também no seu subsolo o ouro negro do petróleo, alvo da cobiça capitalista e de não se render à agressão imperialista.

As agressões militares ao Iraque se apresentaram sob os mais variados disfarces, principalmente o combate a um suposto “terrorismo” , mas na verdade com o propósito único de assaltar o país que possue valiosas jazidas de petróleo e outros minerais, matérias-primas, biodiversidade e força de trabalho.
mas acima de tudo é uma mancha negra do imperialismo representado pelos USA na destruição da cultura arqueológica e patrimonial da humanidade um verdadeiro atentato .
A Unesco tinha advertido os Estados Unidos para a importância do património iraquiano antes do início da guerra, tendo enviado uma carta e um mapa ao observador americano junto da Unesco, acompanhados de uma lista dos museus do país. A organização lembra também a existência de convenções internacionais, principalmente a de Haia, de 1954, sobre a necessidade de protecção dos bens culturais em caso de conflito armado. Segundo os arqueólogos, teria sido necessário proteger cerca de 25 mil locais no Iraque, berço da Mesopotâmia e antigo califato dos abíssidas, consideradas autênticas “jóias da civilização”.
A Unesco previu igualmente a ocorrência de saques – como aconteceu após a primeira Guerra do Golfo em 1991 – que na altura resultaram no desaparecimento de quatro mil obras de vários museus das cidades de Bassorá, Karbala e Mosul, mas quanto a isso, de acordo com as notícias que têm corrido mundo, já pouco ou nada haverá a fazer.


Fica claro que não podemos esperar transparência nos meios propagandísticos da máquina hegemônica americana. Com vias a consolidar seu domínio político-econômico-militar sobre os países do Golfo, proclama-se na salvaguarda dos direitos humanos, da liberdade e da democracia, quando, efetivamente, promove a ditadura, a submissão e a exploração dos povos da terra. Muitos estadistas encontram-se obrigados à subserviência indesejada, porque não podem fazer face ao poderio bélico que lhes restringe o direito de escolha e autodeterminação.

O Iraque vem sendo alvo sistemático de uma campanha que, em paralelo às continuadas ações militares sobre seu território por parte dos anglo-americanos, tenta impor uma aceitação acrítica das insanas medidas que hoje querem decretar uma nova guerra, de proporções incalculáveis. Uma guerra neocolonialista, sem respeito algum pela soberania dos países, soberania esta que os EUA já declaram obsoleta.

Quando se pretende destruir uma nação para espoliá-la, a primeira coisa a fazer é demonizar seu líder, desmoralizar seu governo e sabotar todas as medidas legais que este tome em causa própria. As inspeções de armas no Iraque nada mais são do que o desmembramento covarde de sua capacidade de defesa. O ex-diretor da O.P.A.Q., o brasileiro José Bustani, foi destituído de seu cargo porque trabalhou pela inserção do Iraque na comunidade internacional, já que os EUA visam o isolamento absoluto do país, impedindo a recuperação das relações políticas e econômicas. O boicote do petróleo iraquiano aumenta o preço do produto no mercado e as empresas lucram com isso.

O Iraque deve ser, segundo os EUA, necessariamente, um país marginal. Sua imagem no resto do mundo deve ser a do eixo do mal, um fora da lei.

Por ocasião do 11 de setembro, a história ingressou num novo capítulo, onde a tragédia foi usada em toda a força da pura teatralidade. É a história como espetáculo, um vídeo-teipe várias vezes repetido. Enquanto isso, em tempo real, milhões e milhares de outras mortes têm sido perpetradas pelos bombardeios e embargos desumanos. Elas continuam anônimas, mudas, indefesas, sem representação, genocídios camuflados e condenados a não exercer, na consciência dos novos telespectadores da história, a mínima reação. A verdade não deve ser contada. Por isso, o presidente Bush proibiu qualquer pergunta, qualquer reflexão moral e política sobre os atentados, alegando traição patriótica. Assim, ainda hoje, para muitos, as causas do 11 de setembro permanecem ignoradas. De igual modo, não se fazem perguntas sobre o Iraque.

O Oriente Médio encontra-se sob o cerco de estereótipos ignorantes e manipulativos, que evitam, conseqüentemente, a legitimação de suas causas. Seus caminhos, no que se refere à arte, à cultura, à religião, à política e à civilização, não se encontram mumificados num Islã fatalista e conservador, mas num Islã ressurgente. Trata-se, aí, do epicentro fervilhante, onde brotam novas diretrizes, novas dúvidas e novos insights, cuja característica consiste em equacionar o vasto legado do passado com os revolucionários rumos do presente. É óbvio que essa ressurgência confronta os planos do imperialismo americano-sionista, congelado em sua hegemonia unilateral, ameaçado, em seu poder, por toda e qualquer voz que clame pela diferença, pelo menor e mais silencioso movimento de contestação.

A obra de Samuel Hungtinton, diretor do Instituto de Estudos Estratégicos de Harvard, pretende criar a ilusão de que a sociedade ocidental é a única onde os valores humanos, sociais e democráticos são respeitados. As demais civilizações, em especial a islâmica (com seu um bilhão de fiéis), devem ser destroçadas e combatidas, já que carecem de humanismo. Ora, a lógica pervertida dessa ideologia fascista serve de respaldo à conduta militar do Império, com fins a garantir as ricas reservas petrolíferas.

Iraque. Ereck bíblica. Uruck. Earth. Terra. Terra onde surgiram os fundamentos da cultura, o berço da civilização. Terra onde se edificou a Torre de Babel, onde as mil línguas faladas se tornaram a primeira difusão histórica da multiculturalidade.

Iraque. Ur. Caldéia. Abrãao faz brotar o tronco original das três religiões semíticas: judaísmo, cristianismo e islamismo, estabelecendo assim o sustentáculo da Tradição Primordial.

Iraque, século VIII. O califa Al Mansur funda Bagdad, aquela que se ergueu, como um estandarte de ouro no levante, para selar a união entre Oriente e Ocidente, entre a Antiguidade e a Modernidade. Seu humanismo converteu-se num dos pilares da Renascença européia.

Iraque. Século X.X. Saddam Hussein, humilde camponês, nasce em Tikrit, a mesma cidade de Saladin, que foi a maior figura da história medieval no Islã e viveu para unificar a vasta nação árabe e muçulmana e defender a Terra Santa dos cruzados que se abateram sobre Jerusalém em busca de saques. Saddam Hussein participou de uma revolução em 1968 cujo objetivo, além de lançar o Iraque nos tempos modernos, foi implantar, gradualmente, uma nova era de ascensão pós-colonial no Oriente Médio. Socialista e panarabista, inspirado em Nasser e Saladin, pregou a união dos árabes, criando em Bagdad um centro de cultura, arte, tecnologia e ciência que deveria expandir um grande intercâmbio além-fronteiras. Apreciador de escultura, pintura e arquitetura, constelou sua capital de inúmeros novos monumentos. Decidido a levar a cabo a idéia de uma renascença árabe, deu ímpeto a todas as áreas do saber, à arqueologia, ao turismo, reconstruiu museus e valiosas ruínas sumero-babilônicas, dentre outras, e criou instituições culturais avançadas. Nacionalizou o petróleo, equipou os mais modernos hospitais e escolas com total franquia para todos (o padrão de vida do povo iraquiano elevou-se a um dos mais altos do Oriente Médio). Deu direitos iguais a homens e mulheres. As mulheres passaram a ocupar todos os cargos que desejassem. Ele acreditou na quebra das barreiras de raça, nacionalidade e religião. Doutor em direito, poeta épico e visionário, escreveu romances e obras diversas em política, história, economia, sociologia e religião. Defensor da causa palestina, não facilitou o caminho da exploração internacional. Saddam quer dizer isto: o que confronta, o que não se desvia. E pagou o preço. Pagou caro. Mais caro que Salvador Allende. Mais caro que o Vietnam.

Em 1991, uma coligação de 33 países liderada pelos EUA decidiu fazer uma operação cirúrgica: tirar o Iraque do mapa. Usando a desculpa de libertar o Kwait, a guerra do Golfo teve a finalidade de destruir totalmente a nação e decretar um genocídio a seu povo, que continua, ainda, sob a forma de sanções econômicas brutais. A partir de 17/1/1991, durante 42 dias ininterruptos, Bagdad recebeu, em bombas, o equivalente ao que foi despejado sobre Hiroshima. Houve um verdadeiro ‘Apocalipse’. Num piscar de olhos, aquela próspera cidade regrediu ao nível das sociedades subsaarianas. O Iraque voltou à era pré-industrial. Como se não bastasse, 300 toneladas de lixo radioativo — urano empobrecido — foram atiradas sobre o país. Devido ao embargo que se seguiu a esse desastre, mais de um milhão e meio de iraquianos morreram e mais de oitocentas mil crianças, ainda agora, morrem lentamente nos hospitais, onde falta tudo, pois o país sofre boicote de medicamentos. Foi permitido ao Iraque trocar petróleo por comida e remédios, mas isso, na prática, é uma farsa. Da venda de seu petróleo só recebe 30%, o resto vai para os bancos da América. Além disso, bombardeios anglo-americanos ininterruptos já somam duzentas mil toneladas de bombas em 12 anos. Monumentos, pontes, santuários, fábricas, palácios, hotéis se consomem nas cinzas. Todo o sistema elétrico e hidráulico, anteriormente um dos melhores do mundo, foi danificado. O embargo proíbe a importação de cloro, logo, a água contaminada não pode ser tratada. Foram testadas as piores armas sobre o exército, 90% do seu efetivo dizimado, e sobre a população civil. Nem o Canadá se opôs ao uso de radiação, o que mostra o grau de decadência dos direitos humanos no Ocidente, tão civilizado. Mas o terror não pára. Trinta mil escolas foram postas abaixo, armazéns e colheitas incinerados. As crianças são as maiores vítimas. Quem visita o país volta com uma ferida indelével na alma, porque as mães nada têm para dar a seus filhos, senão o seu amor, enquanto a força moral e a fé destas pessoas estão desafiando o entendimento racional. Há quem diga que o destino dessas crianças lembra a narrativa bíblica do sacrifício dos inocentes com o advento de Cristo. A guerra biológica contra o povo do Iraque que, segundo M. Albright, ex-secretária de estado nos EUA, é um preço legítimo pela consolidação dos seus interesses na região, foi denunciada pelo papa João Paulo II. É uma calamidade que coloca este povo como o maior mártir do século XXI. Um mártir do silêncio. Um mártir da omissão. Um mártir da história, sem espetáculo, sem direito a videoteipe na TV. Organizações americanas e européias estão, hoje, reunindo artistas, políticos e intelectuais para condenar o embargo e parar a nova guerra — (nova guerra!) — antes que comece. Americanos signatários de uma carta aberta a Bush, publicada no The Guardian de Londres, em 14/6/2002, dizem: “Não em nosso nome! Não renunciaremos a nosso direito de perguntar. Não entregaremos nossas consciências em troca de promessas vazias de segurança. Estendemos a mão a todos que, pelo mundo afora, são vítimas dessa política: lhes demonstraremos solidariedade com palavras e atos!”

Assim como Hitler, Bush sonha com um poderio que dure para sempre: a supremacia infinita. Mas, como dizemos no Oriente: Allah hu Akbar, Deus é Maior!

Acordemos antes que seja tarde demais.


A cronologia abaixo enfoca as datas importantes referentes ao livro entitulado Os Protocolos dos Sábios de Sião, a mais famosa e amplamente distribuída publicação anti-semita da época contemporânea.

O livro diz que Os Protocolos são registros de encontros secretos entre líderes judeus conspirando para dominar o mundo. Muito embora esta conspiração e seus líderes, os chamados “Sábios de Sião”, sejam fraudes já provado em várias ocasiões, a obra continua a inspirar aqueles que querem disseminar o ódio contra os judeus.

1864

Maurice Joly, político francês escreve O Diálogo no Inferno entre Maquiavel e Montesquieu. O livro de Joly não tem uma menção sequer sobre os judeus, mas falsários plagiam grande parte desta obra que satiriza o governo de Napoleão III, tomando por base suas idéias gerais, mas mudando os personagens originais. Assim foram “criados” Os Protocolos.

1868

O escritor prussiano Hermann Goedsche, anti-semita que covardemente escrevia sob o pseudônimo de Sir John Retcliffe, publica o romance Biarritz, com uma trama em que representantes das antigas Doze Tribos de Israel (dez delas não mais existentes desde o século VI antes da Era Comum…), se reúnem secretamente no Cemitério Judaico de Praga para conspirar. O livro de Goedsche, assim como o de Joly, continha idéias que foram incorporadas nas inverdades dos Protocolos.

1897-1899

Não se sabe exatamente quem escreveu Os Protocolos, mas a maior parte dos especialistas acredita o mais provável é a de que o texto tenha sido “encomendado” e produzido sob as ordens de Pyotr Rachovsky, chefe da Divisão Estrangeira no escritório da Polícia Secreta Russa (Okhrana) em Paris, durante o período czarista.

1903

Uma versão resumida dos Protocolos é publicada em São Petersburgo, Rússia, pelo jornal Znamya, A Bandeira.

1905

Sergei Nilus, místico anti-semita russo, inclui o texto dos Protocolos como um apêndice a seu livro, “Os Grandes e os Pequenos: A Vinda do Anticristo e o Domínio de Satã na Terra” . Em 1917 Nilus publica quatro edições dos Protocolos na Rússia.

1920

É lançada na Alemanha a primeira edição dos Protocolos não escrita no idioma russo.

1920

Os Protocolos são publicados na Polônia, França, Inglaterra,e Estados Unidos. Estas edições culpam conspiradores judeus pela Revolução Russa, e chamam atenção para o bolchevismo que nesta época se espalhava entre operários e intelectuais ocidentais.

1920

Lucien Wolf, jornalista e diplomata britânico, publica o livro que reúne uma coleção de seus artigos sobre o anti-semitismo, entitulado O Fantasma Judeu e os Protocolos Forjados dos Sábios Instruídos de Sião, o qual denuncia Os Protocolos como plágio fraudulento.

1920

O jornal Dearborn Independent/i>, de propriedade do magnata dos automóveis Henry Ford, publica O Judeu Internacional, versão americanizada dos Protocolos, que é traduzido para mais de doze idiomas.

16 a 18 de agosto de 1921

O jornalista britânico Phillip Graves denuncia Os Protocolos como plágio em uma série de artigos para o jornal londrino Times.

1921

O repórter Herman Bernstein, do jornal New York Herald, publica “A História de uma Mentira: Os Protocolos dos Sábios de Sião”, informando pela primeira vez ao público norte-americano sobre sobre a fraudulência dos Protocolos.

1923

Alfred Rosenberg, um dos criadores do credo ideológico nazista, tais como a superioridade racial alemã, escreve “Os Protocolos dos Sábios de Sião e a Política Mundial Judaica”. O livro de Rosenberg tem enorme sucesso, necessitando três re-edições no mesmo ano.

1924

Benjamin Segel, jornalista alemão judeu, em seu trabalho “Os Protocolos dos Sábios de Sião Examinados Criticamente” denuncia Os Protocolos como falsificações.

1924

Joseph Goebbels, futuro Ministro da Propaganda Nazista e do Esclarecimento Popular, escreve em seu diário: “Acredito que Os Protocolos dos Sábios de Sião sejam uma falsificação… [Entretanto,] mesmo não acreditando na veracidade dos fatos apresentados nos Protocolos, acredito no seu fundamento”.

1925-26

Em seu tratado, Mein Kampf, Minha Luta, Hitler escreve: “Até que ponto toda a existência deste povo é baseada em uma mentira constante, é demontrado nos Protocolos dos Sábios de Sião, imensamente odiados pelos judeus… No momento em que este livro tornar-se propriedade comum de um povo, a ameaça judaica pode ser considerada como extinta”.

1927

Henry Ford escreve um pedido oficial de desculpas por ter publicado Os Protocolos, os quais ele admite serem “falsificações grosseiras”. Ford ordena que os exemplares restantes de seu livro “O Judeu Internacional” sejam queimados e que as editoras estrangeiras parem de publicá-lo. As editoras estrangeiras ignoram as instruções de Ford”.

1933

Os nazistas sobem ao poder na Alemanha. O Partido Nazista publica pelo menos 23 edições dos Protocolos antes do início da Segunda Guerra Mundial.

1935

Um tribunal de Berna, na Suíça, condena um grupo de nazistas suíços acusados de distribuir Os Protocolos em uma manifestação pró-nazista. Walter Meyer, o juiz que presidia o tribunal, referiu-se aos Protocolos como “absurdos sem sentido”.

1938

O padre Charles E. Coughlin, conhecido como “O sacerdote do rádio” nos Estados Unidos, publica Os Protocolos em série no seu jornal “Justiça Social.”

1943

Uma edição dos Protocolos é publicada na Polônia, ocupada pela Alemanha.

1964

O Comitê Judiciário do Senado Norte-Americano apresenta um relatório intitulado “Os Protocolos dos Sábios de Sião: Um Documento Histórico “Fabricado”. O comitê conclui: “O subcomitê acredita que os divulgadores dos Protocolos estão a difundir um preconceito não americano, disseminando ódio e divergência no seio de nosso povo”.

1974

Os Protocolos são publicados na Índia sob o título de “Conspiração Internacional Contra os Indianos”.

1985

Uma edição em inglês dos Protocolos, publicada pela Organização de Propagação Islâmica, é lançada no Irã.

1988

O Artigo 32 do Pacto do Movimento de Resistência Islâmica (HAMAS) diz: “O plano sionista não tem limites. Após a Palestina, os sionistas desejam expandir do Nilo até o Eufrates. Quando eles tiverem digerido a região que dominaram, eles desejarão uma expansão ainda maior, e assim por diante. O plano deles está manifesto nos Protocolos dos Sábios de Sião, e sua presente conduta é a maior prova do que estamos declarando”.

1993

Na Rúusia, no julgamento da Pamyat, organização russa ultra-nacionalista que publicou os Protocolos em 1992, a corte declarou que Os Protocolos são uma fraude.

2002

A televisão por satélite do Egito transmite uma minissérie entitulada “Cavaleiro sem Cavalo”, com 41 capítulos, totalmente baseada nos Protocolos.

2002

O senado norte-americano aprova uma resolução instando os governos do Egito e de outros países árabes a proibirem que as televisões controladas pelo estado transmitam quaisquer programas que concedam legitimidade aos Protocolos.

2003

Uma minissérie de 30 capítulos, de título árabe Al Shatat, em português “O Exílio Judeu”, é exibida no canal Al-Manar, do Hezbollah. A série retrata um “governo Judaico mundial,” tal como descrito nos Protocolos.

2003

Uma exibição de livros sagrados de religiões monoteístas, expostos na Biblioteca de Alexandria, no Egito, inclui um exemplar dos Protocolos próximo à Torá, isto é, os cinco primeiros livros do Antigo Testamento. A UNESCO faz uma denúncia pública da exibição na Biblioteca de Alexandria.

2004

Os Protocolos são publicados em Okinawa, no Japão.

2005

Uma edição dos Protocolos, publicada na Cidade do México, sugere que o Holocausto foi organizado pelos Sábios de Sião em troca da criação do Estado de Israel.

2000

Uma edição dos Protocolos dos Sábios de Sião, autorizada pelo Ministério da Informação sírio, alega que os Sábios de Sião coordenaram os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 contra os Estados Unidos.

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