Archive for the ‘Política e finanças’ Category


cttComo vêm sendo já habitual neste país de corruptos há beira mar plantado…em que já não existe um ética moral e empresarial de respeito e empatia pelo cliente..em que o factor rendimento e lucro se sobrepôem a todos os valores morais e bons costumes do passado, passo aqui a descrever o que considero lamentável e um abuso por parte de um serviço outrora de utilidade pública…

É já recorrente o envio de encomendas à cobrança que se atrasam nos pagamentos mas será normal acidental ou intencional?

Como é do conhecimento publico encomendas acima de um determinado peso e valor passam automaticamente para os serviços da CTT EXPRESSO quanto as encomendas de baixo valor são processadas de forma celere e as cobranças pagas dentro do prazo normal.. MAS o mesmo não acontece com as encomendas de maior valor à cobrança que são entregues normalmente no dia a seguir mas a cobrança ou o dinheiro esse anda a passear pelos bancos 24 horas a render durante dias e dias 10 a 11 dias para receber um cheque em nome dos ctt que ainda tem de depositar o que só ficará disponivel em media 12/13 dias, já não bastava os bancos cobrarem nos sobre o dinheiro depositado e usarem os intervalos de depositos e disponibilidade dos cheques para porem o nosso dinheiro em operações *over night de um ou dois dias …agora temos também os CTT EXPRESSO mas de forma mais descarada ainda, já nao bastava pagar mos pelo serviço de envio mais a taxa de cobrança e ainda temos de disponibilizar mos o nosso dinheiro para eles rentabilizarem a seu bel prazer???…coincidência o fato de ter sido comprada também por Goldman Sachs e Deutsche Bank com… 27% têm origem no Reino Unido, 13% nos Estados Unidos,
10% na Alemanha….A UBS e a Fidelity Worldwide Investments são dois dos investidores que participaram na segunda fase de privatização dos Correios. para bom entendor meia palavra basta os Srs do capital tomaram conta da instituição na lista já maquiavelicamente pensada das privatizações….Bem quanto a alternativas infelizmente estamos mal servidos daí aproveitarem se de um serviço quase exclusivo que outrora nas mãos do estado como serviço de utilidade publica, pode sempre fazer uma reclamação por escrito, com bocadito de sorte em 48 recebe um telefonema de funcionária menos esclarecida com um recado mal gravado e memorizado com o clássico “uma falha no sistema” mas não exiga mais explicações ou esclarecimentos pois não receberá mais por isso apenas o seu dinheiro se for paciente…!

 

*Também chamada simplesmente de “taxa básica”, a SELIC é, no Brasil, a taxa de financiamento no mercado interbancário para operações de um dia, ou overnight, que possuem lastro em títulos públicos federais, títulos estes que são listados e negociados no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia, ou Selic. Também é conhecida como taxa média do over que regula diariamente as operações interbancárias. A taxa Selic reflete o custo do dinheiro para empréstimos bancários, com base na remuneração dos títulos públicos.

Em outras palavras, esta taxa é usada para operações de curtíssimo prazo entre os bancos, que, quando querem tomar recursos emprestados de outros bancos por um dia, oferecem títulos públicos como lastro (garantia), visando reduzir o risco, e, consequentemente, a remuneração da transação (juros). Esta taxa é expressa na forma anual para 252 dias úteis.
* http://pt.wikipedia.org/wiki/Taxa_SELIC


fmi
Depois que a economista Karen Hudes, demitida do Banco Mundial por ter revelado informações sobre a corrupção na instituição, explicou com detalhes os mecanismos bancários para dominar as finanças em nível planetário, fica ainda mais real o artigo de Ladislau Dowbor, professor titular da Universidade Católica de São Paulo (USP-SP) e doutor em Ciências Econômicas pela Escola Central de Planejamento e Estatística de Varsóvia, publicado de forma discreta, há duas semanas.

Karen Hudes, graduada pela escola de Direito de Yale, trabalhou no departamento jurídico doBanco Mundial durante 20 anos. Assessora jurídica superior, cargo que ocupava no Banco, Hudes teve acesso a informações suficientes para formar uma visão global de como a elite financeira, resumida em uma centena de famílias, literalmente domina o mundo. Desse modo, Hudes passa traçar um quadro da realidade global, distante das ‘teorias da conspiração’ que habitam a internet.

Segundo a especialista, citada pelo no portal Exposing The Realities, aquela elite usa um núcleo hermético de instituições financeiras e de gigantes corporações para dominar a economia nos cinco continentes. Citando um explosivo estudo suíço de 2011, publicado na revista Plos One a respeito da “rede global de controlo corporativo”, Hudes enfatizou que um pequeno grupo de entidades, na sua maioria instituições financeiras e bancos centrais, exerce uma enorme influência sobre a economia internacional nos bastidores.

“O que realmente está a acontecer é que os recursos do mundo estão a ser dominados por esse grupo”, escreveu a especialista com 20 anos de trabalho no Banco Mundial, e acrescentou que os “capturadores corruptos do poder” também conseguiram dominar os meios de comunicação. “Isso é-lhes permitido”, assegurou.

O estudo suíço que mencionou Hudes foi realizado por uma equipe do Instituto Federal Suíço de Tecnologia de Zurique. Os pesquisadores estudaram as relações entre 37 milhões de empresas e investidores de todo o mundo e descobriram que existe uma “super-entidade”, composta de 147 megacorporações, todas muito unidas e capazes de controlar 40% de toda a economia mundial.

Contudo, as elites globais não controlam apenas essas megacorporações. Segundo Hudes, também dominam as organizações não eleitas e que não prestam contas, mas, sim, controlam as finanças de quase todas as nações do planeta. São o Banco Mundial, o FMI e os bancos centrais, como a Reserva Federal Norte Americana, que controla toda a emissão de dinheiro e a sua circulação internacional.

“Um organização internacional imensamente poderosa da qual a maioria nem sequer ouviu falar controla secretamente a emissão de dinheiro do mundo inteiro. É o chamado Banco de Pagamentos Internacionais (Bank for International Settlements). Trata-se do banco central dos bancos centrais, localizado na Basileia, Suíça, mas que possui sucursais em Hong Kong e na Cidade do México.

“É essencialmente um banco central do mundo não eleito, que tem completa imunidade em matéria de impostos e leis internacionais (…). Hoje, 58 bancos centrais, em nível mundial, pertencem ao Banco de Pagamentos Internacionais, e têm, em muito, mais poder na economia dos Estados Unidos (ou na economia de qualquer outro país) do que qualquer político. A cada dois meses, os banqueiros centrais reúnem-se na Basileia para outra ‘Cúpula de Economia Mundial’. Durante essas reuniões, são tomadas decisões que atingem todos os homens, mulheres e crianças do planeta, e nenhum de nós tem voz naquilo que se decide”, afirma Hudes.

“O Banco de Pagamentos Internacionais é uma organização que foi fundada pela elite mundial, que opera em benefício da mesma, e cujo fim é ser uma das pedras angulares do próximo sistema financeiro global unificado”, acrescentou.

Segundo Hudes, a ferramenta principal de escravizar as nações e governos inteiros é a dívida.

“Querem que sejamos todos escravos da dívida, querem ver todos os nossos governos escravos da dívida, e querem que todos os nossos políticos sejam viciados nas gigantes contribuições financeiras que eles canalizam nas suas campanhas. Como a elite também é dona de todos os principais meios de informação, esses meios nunca revelarão o segredo de que há algo fundamentalmente errado na maneira como funciona o nosso sistema”, afirmou.

Um poder
muito maior

Em seu artigo, intitulado O Poder corporativo dos intermediários financeiros, Ladislau Dowbor cita pesquisa divulgada recentemente que revelou dados significativos, como o fato de as corporações formarem uma gigantesca estrutura em rede, em que grande parte do controle flui para um núcleo pequeno e fortemente articulado de instituições financeiras, que, por sua vez, exerce um poder muito maior do que se poderia supor com base em sua riqueza

Leia, adiante, o artigo do professor Dowbor:

Controlar de forma organizada uma cadeia produtiva gera naturalmente grande poder econômico, político e cultural. Econômico, em razão do imenso fluxo de recursos – em alguns casos, maior do que o PIB de numerosos países –; político, com a apropriação de grande parte dos aparelhos de Estado; e cultural, por meio da mídia de massa, que cria, através de pesadíssimas campanhas publicitárias, uma cultura de consumo e dinâmicas comportamentais que interessam a esse poder.

É natural e saudável que tenhamos uma grande preocupação em não inventar conspirações diabólicas e maquinações maldosas. Mas ao vermos que no topo dos principais setores econômicos as atividades se reduziram a poucas empresas extremamente poderosas começamos a entender que se trata, sim, de poder político. Agindo no espaço planetário, na ausência de governo mundial, e diante da fragilidade do sistema multilateral, os controladores desses setores manejam grande poder sem contrapeso significativo algum.

Pesquisa do Instituto Federal Suíço de Pesquisa Tecnológica (ETH, na sigla em inglês)1, pela primeira vez nessa escala, ilumina essa realidade com dados concretos. A metodologia é muito clara. Foram selecionadas 43 mil corporações do banco de dados Orbis 2007 e estudou-se como se relacionam: peso econômico de cada entidade, rede de conexões, fluxos financeiros e em quais empresas cada uma tem participação acionária que permite o controle indireto. O caráter inovador da pesquisa reside no fato de ter estudado as principais corporações do planeta e expandido a metodologia de forma a traçar um mapa de controles do conjunto dessas empresas, incluindo a escala de poder que às vezes corporações menores detêm ao controlar um pequeno grupo de empresas, que, por sua vez, controla uma série de outras empresas, e assim por diante. Temos então exatamente o que o título da pesquisa apresenta: “a rede do controle corporativo global”.

Em termos ideológicos, o estudo está acima de qualquer suspeita. Antes de tudo, é importante mencionar que o ETH de Zurique faz parte da nata da pesquisa tecnológica, ocupando geralmente o segundo lugar depois do Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos. Pesquisadores do ETH já receberam 31 prêmios Nobel, a começar por Albert Einstein. A equipe que trabalhou no artigo entende tudo de mapeamento de redes e da arquitetura que delas resulta. E em nenhum momento tira conclusões políticas apressadas: limita-se a expor de maneira muito sistemática o mapa do poder e a apontar suas implicações.

Impactos no mercado

O resultado da pesquisa é claro: “A estrutura da rede de controle das corporações transnacionais impacta a competição de mercado mundial e a estabilidade financeira. Até agora, apenas pequenas amostras nacionais foram estudadas e não havia metodologia apropriada para avaliar globalmente o controle. Apresentamos a primeira pesquisa da arquitetura da rede internacional de propriedade, junto com a computação do controle de cada ator global. Descobrimos que as corporações transnacionais formam uma gigantesca estrutura em forma de gravata borboleta (bow-tie) e que uma grande parte do controle flui para um núcleo (core) pequeno e fortemente articulado de instituições financeiras. Esse núcleo pode ser visto como uma ‘superentidade’ (super-entity), o que levanta questões importantes tanto para pesquisadores como para os que traçam políticas”.

O controle é definido como participação dos atores econômicos nas ações, correspondendo “às oportunidades de ver seus interesses predominarem na estratégia de negócios da empresa”. Quando se desenha o conjunto da teia de participações, chega-se à noção de controle em rede, que, por sua vez, define o montante total de valor econômico sobre o qual um agente tem influência.

O modelo analisa o rendimento operacional e o valor econômico das corporações e detalha as tomadas mútuas de participação em ações (mutual cross-shareholdings), identificando as unidades mais fortemente conectadas dentro da rede. “Esse tipo de estrutura, até hoje observado apenas em pequenas amostras, tem explicações como: estratégias de proteção contra tomadas de controle (anti-takeover strategies), redução de custos de transação, compartilhamento de riscos, aumento de confiança e de grupos de interesse. Qualquer que seja sua origem, no entanto, fragiliza a competição de mercado… Como resultado, cerca de três quartos da propriedade das firmas no núcleo ficam nas mãos de firmas do próprio núcleo. Em outras palavras, trata-se de um grupo fortemente estruturado (tightly-nit) de corporações que cumulativamente detêm a maior parte das participações umas nas outras”.

Esse mapeamento leva por sua vez à análise da concentração do controle. À primeira vista, sendo firmas abertas com ações no mercado, imagina-se um grau relativamente distribuído também do poder de controle. O estudo buscou saber “o quão concentrado é esse controle e quem são os que detêm maior controle no topo”. Isso é uma inovação se comparado aos numerosos estudos anteriores que mediram a concentração de riqueza e renda. Segundo os autores, não há estimativas quantitativas anteriores sobre o controle. O cálculo consistiu em identificar a fração de atores no topo que detém mais de 80% do controle de toda a rede. Os resultados são fortes: “Apenas 737 dos principais atores (top-holders) acumulam 80% do controle sobre o valor de todas as empresas transnacionais (ETN). Isso significa que o controle em rede (network control) é distribuído de maneira muito mais desigual do que a riqueza. Em particular, os atores no topo detêm um controle dez vezes maior do que o que poderia se esperar com base em sua riqueza”.

Controle quase total

Combinando o poder de controle dos atores no topo (top ranked actors) com suas interconexões, “concluímos que, apesar de sua pequena dimensão, o núcleo detém coletivamente uma ampla fração do controle total da rede. No detalhe, quase dois quintos do controle sobre o valor econômico das ETNs do mundo, por meio de uma teia complicada de relações de propriedade, estão nas mãos de um grupo de 147 ETNs do núcleo, que detém quase pleno controle sobre si mesmo. Os atores do topo dentro do núcleo podem, assim, ser considerados uma “superentidade” na rede global das corporações. Um fato adicional relevante nesse ponto é que três quartos do núcleo são intermediários financeiros”.

Os números em si são muito impressionantes e estão causando impacto no mundo científico – e inevitavelmente vão repercutir no mundo político. Os dados não só confirmam como agravam as afirmações dos movimentos de protesto que se referem ao 1% que se apropria dos recursos dos outros 99%. Andy Haldane, diretor executivo de estabilidade financeira do Bank of England, em Londres, comenta que o estudo do ETH “nos deu uma visão instigante do melhor dos mundos para as finanças. Uma análise como a da ‘rede que conduz o mundo’ é bem-vinda porque representa um salto para frente. Os ingredientes-chave para o sucesso em outras áreas têm sido uma linguagem comum e o acesso compartilhado de dados. No presente momento, as finanças não dispõem de nenhum dos dois”. Haldane comenta também a enorme escala do problema: “O crescimento em certos mercados e instrumentos financeiros tem ultrapassado de longe a lei de Moore, que previu que o poder dos computadores dobraria a cada oito meses. O estoque de contratos financeiros emitidos (outstanding financial contracts) atinge agora cerca de 14 vezes o PIB anual global”.2

Algumas implicações são bastante evidentes. Assim, ainda que na avaliação de alguns analistas citados pela revista New Scientistas empresas se compram umas às outras por razões financeiras e não para dominar o mundo, não ver a conexão entre a concentração de poder econômico e o poder político constitui evidente falta de realismo. Quando numerosos países, a partir dos anos Reagan e Thatcher, reduziram os impostos sobre os ricos, lançando as bases do agravamento recente da desigualdade planetária, não havia dúvidas quanto ao poder político por trás das iniciativas. A lei recentemente aprovada nos Estados Unidos liberando o financiamento de campanhas eleitorais por corporações tem implicações igualmente evidentes. O desmantelamento da legislação que obrigava as instituições financeiras a fornecer informações e regulava suas atividades passa a ter origens claras. A substituição dos impostos sobre os ricos e em particular sobre ganhos financeiros especulativos pelo endividamento público como fonte de recursos governamentais tornou-se o eixo da relação público/privado e está na raiz da crise financeira mundial.

Fragilidade sistêmica

Outra conclusão importante diz respeito à fragilidade sistêmica que geramos na economia mundial. Quando há milhões de empresas, há concorrência real – ninguém consegue “fazer” o mercado, ditar os preços e muito menos o uso dos recursos públicos. Esses desequilíbrios se ajustam com inúmeras alterações pontuais, assegurando certa resiliência sistêmica. Com a escalada atual do poder corporativo, as oscilações adquirem outra dimensão. Por exemplo, com os derivativos em crise, boa parte dos capitais especulativos se reorientou para as commodities, levando a fortes aumentos de preços, frequentemente atribuídos de maneira simplista ao aumento da demanda da China por matérias-primas. A volatilidade dos preços do petróleo e dos grãos, em particular, está diretamente conectada a essas estruturas de poder.

Os autores mostram também as implicações para o controle dos trustes, já que essas políticas operam apenas no plano nacional: “Instituições antitruste ao redor do mundo acompanham de perto estruturas complexas de propriedade dentro de suas fronteiras nacionais. O fato de séries de dados internacionais e métodos de estudo de redes amplas terem se tornado acessíveis apenas recentemente pode explicar como essa descoberta não foi notada durante tanto tempo”. Em termos claros, as corporações atuam no mundo, enquanto as instâncias reguladoras estão fragmentadas em 194 países, sem contar a colaboração dos paraísos fiscais. Gera-se um imenso espaço desgovernado.

Ponto-chave: os autores chamam a atenção para o efeito do poder do sistema financeiro sobre as outras áreas corporativas. “De acordo com alguns argumentos teóricos, geralmente as instituições financeiras não investem em participações acionárias para exercer controle. No entanto, há também evidência empírica do oposto. Nossos resultados mostram que, globalmente, os atores do topo estão no mínimo em posição de exercer considerável controle, seja formalmente (por exemplo, votando em reuniões de acionistas ou de conselhos de administração) ou por meio de negociações informais.” É o poder dos intermediários, não dos produtores.

Finalmente, os autores abordam a questão óbvia do clube dos super-ricos: trata-se de “tipos de redes em que mecanismos como ‘ricos ficam mais ricos’ (rich-get-richer) funcionam. O fato de o núcleo estar tão densamente conectado poderia ser visto como uma generalização do fenômeno do clube dos ricos (rich-club phenomenon)”. A presença esmagadora dos grupos europeus e norte-americanos nesse universo reforça também, sem dúvida, as articulações no espírito do “Ocidente desenvolvido”, além de acentuar os desequilíbrios.

Especulação vs. produção

O gigantismo é um problema. Trata-se de grupos que controlam recursos em volume muito maior do que sua capacidade de gestão e aplicação racional. Um efeito mais amplo é a tendência de dominação geral dos sistemas especulativos sobre os sistemas produtivos. As empresas efetivamente produtoras de bens e serviços úteis à sociedade teriam todo interesse em contribuir para um sistema mais inteligente de alocação de recursos financeiros, pois são em boa parte vítimas do processo. Nesse sentido, a pesquisa do ETH aponta para uma deformação estrutural do sistema, que em algum momento terá de ser enfrentada.3

E quanto ao que tanto preocupa as pessoas: a conspiração? A grande realidade que sobressai da pesquisa é que nenhuma conspiração é necessária. Em razão do fato de existir uma articulação em rede e um número tão diminuto de pessoas no topo, não há nada que não se resolva no campo de golfe no fim de semana. Essa rede de contatos pessoais é de enorme relevância. Mas, sobretudo, sempre que os interesses convergem não é necessária nenhuma conspiração para que sejam defendidos solidariamente, como na batalha já mencionada para reduzir os impostos que pagam os muito ricos, para evitar a taxação sobre transações financeiras ou ainda para evitar o controle dos paraísos fiscais. O resultado é essa dupla dinâmica de intervenção organizada para a proteção dos interesses sistêmicos, resultando em corporativismo poderoso e no caos competitivo que trava qualquer organização sistêmica racional. Demasiado fechado e articulado para ser regulado por mecanismos de mercado, poderoso demais para ser regulado por governos eleitos, incapaz de administrar os gigantescos volumes de recursos que controla, o sistema financeiro mundial gira solto, jogando com valores que representam cerca de 14 vezes o PIB mundial.

O caos financeiro planetário, em última instância, tem uma origem bastante clara, de poucos atores. No pânico mundial gerado pela crise, debatem-se as políticas de austeridade, as dívidas públicas, a irresponsabilidade dos governos, deixando na sombra os atores principais: as instituições de intermediação financeira. No início do pânico da crise financeira, em 2008, a publicação Finance & Development, do FMI, estampou na capa, em letras garrafais, a pergunta “Who’s in charge?” (Quem está no comando?), insinuando que ninguém está coordenando nada. Para o bem ou para o mal, a pergunta está respondida.

Ladislau Dowbor é doutor em Ciências Econômicas pela Escola Central de Planejamento e Estatística de Varsóvia, Polônia, e professor titular da PUC-SP. É autor de A reprodução social e Democracia economômica – um passeio pelas teorias (contato http://dowbor.org).

1 S. Vitali, J. B. Glattfelder e S. Battiston, “The Network of Global Corporate Control” [A rede do controle corporativo global], ETH Zurique. Disponível em: <www.plosone.org/article/related/info%3Adoi%2F10.1371%2Fjournal.pone.0025995;jsessionid=31396C5427EB79733EE5C27DAFBFCD97.ambra02>.

2 Andy Haldane, “The Money Forecast” [A previsão do dinheiro], New Scientist, 10 dez. 2012. O fato de esse “mercado de papel” que gira no sistema caóticoe sem regulação atingir esse volume é simplesmente assustador.

3 Krugman e Wells resumem bem a questão central: o desvio de recursos necessários ao fomento da economia para atividades especulativas. No caso dos Estados Unidos, “a produtividade do país diminuiu após deixar o capital à mercê da falácia financeira, dos pacotes de compensação absurdos e das cotações das Bolsas infectadas pela bolha”. Paul Krugman e Robin Wells, “Por qué las caídas son cada vez mayores” [Por que as quedas são cada vez maiores], Nueva Sociedad, n.236, nov.-dez. 2011.

 

Fonte: http://correiodobrasil.com.br


..Casos flagrantes como a siemens na Grécia armas para o governo grego até ao caso dos submarinos em portugal veja como funciona…

pode descarregar directamente com legenda em http://mundodossabios.blogspot.com/2011/11/apelo-mundo-dos-sabios-sos.html


Vejam o Video abaixo (disponivel enquanto nao for retirado por censura…)
Graça a revolução social, Islândia ira Triplicar o seu crescimento em 2012 conseguiu acabar com um governo. Prendeu os responsáveis da crise financeira.
E começaram a redigir uma nova constituição por eles e para eles, e hoje graças a mobilização, será o pais mais prospero de um ocidente submetido a tenaz crise da duvida.

É a cidadania islandesa, cuja revolução em 2008 foi silenciada na Europa por temer que muitos reparassem, e o conseguiram, graças a força de toda uma união, o que começou por ser uma crise, converteu-se em oportunidade , uma oportunidade que os movimentos de todo o mundo têm observado com atenção e tem posto como modelo realista a seguir.

Porque, consideramos que a história é uma das melhores noticias dos tempos que correm, sobretudo depois de saber que segundo as Previsões da Comunidade Europeia, este pais do norte atlântico, fechou 2011 com um crescimento de 2.1% e em 2012 este crescimento será de 1.5% um valor que supera o triplo do que todos os países da zona Euro e a tendência de crescimento vai aumentar inclusive em 2013 atingindo os 2.7%.

Os analistas asseveram que a economia islandesa continua a mostrar sintomas de desequilíbrio, e que a incerteza segue presente nos mercados, porem há voltado a gerar emprego e a divida publica diminui de forma palpável.

Este pequeno país do periférico árctico recusou resgatar os bancos, deixando-os cair e aplico a justiça sobre quem tinha provocado certos descalabros e desvios financeiros

As nuances da história islandesa nos últimos anos são múltiplas, apesar de transcender parte dos resultados que todo o movimento social há conseguido, pouco se tem falado do esforço que este povo tem realizado. No entanto o que nos parece digno de mencionar é a história que fala de um povo capaz de escrever o seu próprio futuro sem ficar a mercê dos que decidem com leis, alheios da realidade do povo, e mesmo que sigam existindo buracos por tapar e escuros por iluminar.

A revolução islandesa não causou outras vitimas que os políticos e os homens de finanças. Não derramou nenhuma gota de sangue, e também não foi tão apelativa como a Primavera Árabe, nem sequer tem sido mediática, mas conseguiu os seus objectivos de forma limpa e exemplar. Hoje o seu caso pode ser o caminho ilustrativo dos indignados e dos movimentos de ocupação do Wall Street e de quem exige justiça social e justiça económica em todo o mundo.

O seguinte vídeo é de um dos impulsionadores da Revolução da Islândia o qual envia uma mensagem a todos os Indignados


as forças armadas passam a ter o “direito” de prender qualquer pessoa em qualquer parte do mundo por tempo indeterminado sem direito a julgamento …sentenciado….um atentato sério a liberdade dos direitos humanos de uma nação que nasceu em prob da defesa dos mesmos…


foi apenas um embuste do USA para justificar a invasão do iraque e outros paíse do médio oriente



Considerando a manifestação de 24 de Novembro em Lisboa, dia de greve geral, os momentos de brutalidade policial que aí ocorreram, a difusão mediática destes acontecimentos e a natureza das acusações formuladas contra os manifestantes, sentimo-nos obrigados a reclamar o “direito de resposta” para impedir a calúnia gratuita e a perseguição política.

Acreditamos, por aquilo que vemos, ouvimos e lemos todos os dias, que a televisão e os jornais são poderosos meios de intoxicação, de controlo social e de propagação da ideologia e do imaginário capitalista. A maioria das vezes recusamo-nos a participar no jogo mediático. Desta vez a natureza e gravidade das acusações impele alguns de nós a escrever este comunicado. A leitura que fazemos da realidade e daquilo que é dito sobre os acontecimentos do dia da greve geral tornam evidente que:

I. Está em curso acelerado a mais violenta banalização de um estado policial com recurso a agentes infiltrados, detenções arbitrárias, espancamentos, perseguições, bem como a justificação política de detenções e a construção de processos judiciais delirantes sustentados em mentiras.
citado por http://www.vermelhos.net/
Para quem se lembra do comunicado passado na TV de Passos Coelho a dizer que não toleraria manifestações…

Duas notícias dos últimos tempos não auguram nada de bom para o futuro deste país e dos portugueses. São altamente preocupantes e denunciadoras de uma tentação securitária que não condiz com a democracia, mas acaba por ser herdeira de acções que a direita não se coíbe de tomar, quando está no poder e vêm já do longínquo tempo do consulado de uma década de Cavaco Silva (1985-1995), em que ficou célebre a carga policial sobre… uma manifestação de polícias.

1. A primeira das notícias veio no Diário de Notícias de domingo passado e reza que “Polícia e SIS já têm elementos no terreno para antecipar as acções de grupos organizados que podem criar grande agitação social”. Isto na perspectiva de que a agitação social deve crescer nos próximos meses e pode atingir proporções nunca vistas nos últimos 30 anos. “O descontentamento popular com a crise económica faz a polícia e os serviços secretos temerem actos violentos. Por isso, já têm agentes a identificar grupos e protagonistas da contestação” – refere o jornal.
Mas onde é que nos chegámos? Onde é que a polícia e os serviços de informação “antecipam” acções que não estão ainda organizadas, nem se sabe quanto acontecerão?
Mas que democracia é esta em que os indignados, ofendidos e maltratados pelas políticas opressivas e restritivas da direita não podem manifestar a sua indignação e a sua revolta?
Há quem considere, e com razão, que a eventualidade de tal vigilância sobre movimentos sociais é “inconstitucional”, sendo que se está a “instrumentalizar politicamente as forças de segurança”. Além do mais, a recolha de informações, como lembrou no início da semana António Filipe, vice-presidente da bancada do PCP, que vai chamar o ministro da Administração Interna ao Parlamento, é “competência exclusiva dos Serviços de Informações, mas que estes estão constitucionalmente impedidos de o fazer em relação a movimentos sociais legais”.
O direito à manifestação, à indignação, à revolta, é absolutamente legítimo, legal e constitucional.
Tentar coarctá-lo, com manobras intimidatórias, com o apelo à resignação, ao conformismo, à demissão cristã, como quer Passos Coelho, é, no mínimo, inqualificável, indigno e vil.
Não é democrático, nem digno de um país civilizado e europeu.
Só no terceiro mundo e nos países da América Latina se tolera o espírito de coação que está subjacente a tais práticas.
Reabilitado politicamente, o presidente Cavaco acaba de pedir aos portugueses “para não desistirem”…
É o que eles certamente não admitem fazer!…

2. A segunda notícia inquietante vem na sequência da anterior e acaba por fazer luz sobre as reais intenções do governo de Passos Coelho, assim desmascarado no seu “democratismo” musculado. Refere-se ao Orçamento de Estado para o próximo ano.
Não se percebe, não se tolera, nem se admite, numa altura de crise que, presumivelmente, afecta todos os portugueses: enquanto o orçamento da saúde para 2012 vai ser espoliado em 800 milhões de euros pelo governo, a educação é diminuída até níveis miseráveis, a segurança social nem falar, o ministério das polícias, vulgo Ministério da Administração Interna, vai, não apenas ficar sem cortes no próximo Orçamento de Estado, mas aumentar o valor, para 1 800 milhões de euros.
É um escândalo que tal aconteça, como é uma vergonha que vão ser dedicados 69 milhões de euros à “regularização dos graves problemas remuneratórios instalados na PSP e na GNR”, como sofisticamente avançou a imprensa.
Sem ofensa dos polícias beneficiados, não é admissível uma tão gritante injustiça entre trabalhadores afectos a funções públicas, nem a discriminação entre áreas. Os polícias são importantes, mas a saúde e a educação são bem mais fundamentais (o investimento nestas, dispensa o investimento naquelas).
Para um governo que exige sacrifícios a todos, que aposta na austeridade, que aumenta impostos com o maior despudor, que corta nos ordenados, aumentar o orçamento do MAI é uma indecorosa vergonha.
A estratégia desta pouca-vergonha é conquistar as forças policiais para o lado do governo, aumentar-lhe a auto-estima e o dinheiro nos bolsos, para que possam estar aptas a reprimir, quando for necessário, sem problemas de consciência ou de pagamento de horas extras, qualquer manifestação, tumulto ou expressão de descontentamento social.
Um governo que assim decide não merece a mínima complacência!…

3. E por falar nisso, foi miserável o cancelamento pelo ministro da Educação e Ciência dos prémios monetários aos melhores alunos das 464 escolas secundárias do país a dois dias da sua entrega e quando os contemplados já haviam sido avisados que os iriam receber.
As regras do jogo foram alteradas no final da sua realização, o que é no mínimo infame.
Para quem tanto enche a boca da necessidade de premiar o mérito e a excelência, dá vontade de os mandar para onde Mafoma mandou as botas!..